Solidão e isolamento pioram saúde física e mental de idosos
Idosos que não têm família ou aqueles que se sentem sozinhos apesar de terem outros por perto tendem a ter pior saúde física e mental, segundo estudo da Universidade Cornell, nos Estados Unidos.
Avaliando cerca de três mil americanos com idades
entre 57 e 85 anos, os pesquisadores descobriram que aqueles com menos
conexões sociais eram menos propensos a descrever sua saúde física como
boa ou excelente. E aqueles que disseram se sentir socialmente
isolados – mesmo tendo amigos, família e atividades sociais – tendiam a
reportar pior bem-estar físico e mental.
Segundo os pesquisadores, os resultados mostram a
importância das ligações sociais para a saúde dos idosos – incluindo
fatores práticos, como o fato de ter alguém para levar o idoso ao
médico ou lembrá-lo de tomar os remédios. Mas também indicam que a
percepção dos idosos em relação a esse apoio e sua capacidade de
superar as perdas cumprem um papel importante na saúde.
“A maioria dos adultos mais velhos experimentam
significativas mudanças em seus relacionamentos sociais devido a
fatores como aposentadoria e luto, por exemplo”, destacou a pesquisadora
Erin York Cornwell. E “dado que a percepção do relacionamento é
importante para a saúde, as habilidades dos idosos de lidar com as
mudanças nas relações são cruciais”.
Os especialistas destacam que a sensação de solidão e
isolamento afeta a saúde de diversas formas, podendo, por exemplo,
aumentar o estresse, reduzir a autoestima ou contribuir para a
depressão. E todos esses fatores teriam influência na saúde física, seja
afetando as escolhas do estilo de vida da pessoa, ou através de
efeitos diretos, contribuindo para uma baixa imunológica.

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