Cirurgia plástica não deve ser feita como tratamento da obesidade. Dizem os médicos.
O Brasil é o segundo país no ranking mundial de cirurgias plásticas. Atualmente são realizadas mais de 1.700 cirurgias plásticas, ou seja, a cada hora, são 71 operações.
O país só perde em número de plásticas para os Estados Unidos, o primeiro da lista em todo o mundo.
Dentre as cirurgias mais procuradas está a lipoaspiração.
A lipo consiste em retirar a gordura com uma cânula metálica.
segunda-feira, 31 de outubro de 2011
sábado, 29 de outubro de 2011
Boa dieta anula gene que causa doenças do coração
Uma dieta rica em frutas e vegetais tem impacto importante no combate a doenças cardiovasculares, mesmo que se trate de uma tendência genética. Estudo publicado na última edição da científica PLoSMedicine concluiu que portadores de um gene comprovadamente ligado a um maior risco cardíaco podem reverter essa tendência, desde que escolham bem seus alimentos.
A pesquisa analisou a presença do gene 9p21 - identificado como forte marcador genético para doenças cardíacas - em 27.243 voluntários que participaram de dois grandes estudos anteriores: o Interheart e o Finrisk.
Os pesquisadores das universidades canadenses McGill e McMaster constataram que,entre os 8.114 indivíduos do estudo Interheart, os que tinham a propensão genética para males cardíacos mas se alimentavam com muitas frutas e vegetais apresentavam um risco de enfarte semelhante aos que estavam livres do gene ruim. Entre os 19.129 participantes do Finrisk, o consumo dos vegetais fez com que os portadores do gene 9p21 tivessem risco reduzido de desenvolver doenças cardiovasculares.
A pesquisa analisou a presença do gene 9p21 - identificado como forte marcador genético para doenças cardíacas - em 27.243 voluntários que participaram de dois grandes estudos anteriores: o Interheart e o Finrisk.
Os pesquisadores das universidades canadenses McGill e McMaster constataram que,entre os 8.114 indivíduos do estudo Interheart, os que tinham a propensão genética para males cardíacos mas se alimentavam com muitas frutas e vegetais apresentavam um risco de enfarte semelhante aos que estavam livres do gene ruim. Entre os 19.129 participantes do Finrisk, o consumo dos vegetais fez com que os portadores do gene 9p21 tivessem risco reduzido de desenvolver doenças cardiovasculares.
Fumo é o principal causador de tumores como o de Lula
O fumo é o principal causador do câncer de laringe, que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai começar a tratar agora, com o uso de quimioterapia. O consumo de bebida alcoólica também é um fator de risco, em especial quando associado ao cigarro.
A laringe é uma estrutura que fica no nosso pescoço e está diretamente ligada ao sistema respiratório - o ar que nós respiramos passa por ali no caminho para os pulmões. Nossas cordas vocais estão localizadas ali. Ela é importante principalmente para dois processos: a fonação, ou seja, a nossa capacidade de falar, e a proteção do sistema respiratório - quando estamos comendo, se algum alimento ameaça passar por ali, ela se fecha.
De acordo com o Inca (Instituto Nacional do Câncer), problemas como dor de garganta, rouquidão, dificuldade de engolir e sensação de um "caroço na garganta" podem ser sintomas de um tumor na região. Em casos mais avançados, também pode ocorrer dificuldade para respirar ou falta de ar.
Heloisa de Andrade Carvalho, radio-oncologista do Hospital das Clínicas de São Paulo e do Hospital Sírio-Libanês, explica que a fumaça e as substâncias presentes no cigarro causam pequenos traumas nas células da laringe, que o nosso corpo precisa consertar. Com o tempo, esse processo de cicatrização pode começar a ocorrer de modo errado, provocando o tumor.
- O álcool tem o mesmo efeito: vai traumatizado e provocando a regeneração, que pode ficar anormal. Isolado, o álcool não é um fator de risco forte, mas com o cigarro, sim.
Thiago Bueno de Oliveira, oncologista clínico do Hospital A.C. Camargo, em São Paulo, diz que o tratamento para o câncer de laringe depende de seu estágio. Se o tumor estiver em nível mais inicial, em geral, é feito tratamento com radioterapia (aplicação de doses calculadas de radiação nos tecidos do corpo, feita principalmente em casos de tumores localizados) e uma cirurgia parcial, em que não é necessário retirar as cordas vocais, o que faz com que a função da fala seja protegida.
Nos casos mais avançados, costuma-se combinar radioterapia com quimioterapia (tratamento que administra remédios quimioterápicos que se espalham pelo corpo do paciente), mas sem cirurgia, também para proteger as cordas vocais. Oliveira conta que a cirurgia só é feita em casos em que o paciente não responde ao tratamento ou em que o câncer já está tão avançado que já não se consegue preservar a fala.
- A cirurgia de câncer de laringe está associada a sequelas, como a incapacidade de falar, então é usada apenas em casos mais selecionados.
A laringe é uma estrutura que fica no nosso pescoço e está diretamente ligada ao sistema respiratório - o ar que nós respiramos passa por ali no caminho para os pulmões. Nossas cordas vocais estão localizadas ali. Ela é importante principalmente para dois processos: a fonação, ou seja, a nossa capacidade de falar, e a proteção do sistema respiratório - quando estamos comendo, se algum alimento ameaça passar por ali, ela se fecha.
De acordo com o Inca (Instituto Nacional do Câncer), problemas como dor de garganta, rouquidão, dificuldade de engolir e sensação de um "caroço na garganta" podem ser sintomas de um tumor na região. Em casos mais avançados, também pode ocorrer dificuldade para respirar ou falta de ar.
Heloisa de Andrade Carvalho, radio-oncologista do Hospital das Clínicas de São Paulo e do Hospital Sírio-Libanês, explica que a fumaça e as substâncias presentes no cigarro causam pequenos traumas nas células da laringe, que o nosso corpo precisa consertar. Com o tempo, esse processo de cicatrização pode começar a ocorrer de modo errado, provocando o tumor.
- O álcool tem o mesmo efeito: vai traumatizado e provocando a regeneração, que pode ficar anormal. Isolado, o álcool não é um fator de risco forte, mas com o cigarro, sim.
Thiago Bueno de Oliveira, oncologista clínico do Hospital A.C. Camargo, em São Paulo, diz que o tratamento para o câncer de laringe depende de seu estágio. Se o tumor estiver em nível mais inicial, em geral, é feito tratamento com radioterapia (aplicação de doses calculadas de radiação nos tecidos do corpo, feita principalmente em casos de tumores localizados) e uma cirurgia parcial, em que não é necessário retirar as cordas vocais, o que faz com que a função da fala seja protegida.
Nos casos mais avançados, costuma-se combinar radioterapia com quimioterapia (tratamento que administra remédios quimioterápicos que se espalham pelo corpo do paciente), mas sem cirurgia, também para proteger as cordas vocais. Oliveira conta que a cirurgia só é feita em casos em que o paciente não responde ao tratamento ou em que o câncer já está tão avançado que já não se consegue preservar a fala.
- A cirurgia de câncer de laringe está associada a sequelas, como a incapacidade de falar, então é usada apenas em casos mais selecionados.
sexta-feira, 28 de outubro de 2011
Pacientes de Alzheimer estão recebendo medicamentos com efeitos opostos
Medicamentos com efeitos opostos
Você não costuma pisar no freio do seu carro ao mesmo tempo em que pisa no acelerador, e, provavelmente, também não costuma usar café expresso para ajudar a engolir comprimidos para dormir. Contudo, inúmeros pacientes estão recebendo receitas dos medicamentos mais comuns para a doença de Alzheimer - os inibidores da colinesterase - juntamente com medicamentos com propriedades anticolinérgicas, que têm efeitos opostos.
"Os inibidores da colinesterase são a terapia primária atualmente para retardar a doença de Alzheimer", explica Denise Boudreau, do Group Health Research Institute, uma entidade de pesquisas médicas sem fins lucrativos, sediada nos Estados Unidos.
"As propriedades anticolinérgicas são frequentemente encontradas em drogas geralmente usadas para tratar doenças gastrointestinais, alergias, incontinência urinária, depressão e doença de Parkinson, e podem ter efeitos negativos sobre a cognição em idosos.
"A preocupação é que, se alguém está tomando os dois tipos de medicamentos - inibidores da colinesterase e medicações anticolinérgicas - eles vão antagonizar um ao outro, e nenhum deles vai funcionar," afirma a médica.
Inibidores da colinesterase e anticolinérgicos
Nos ensaios clínicos, os inibidores da colinesterase mostraram efeitos modestos contra o declínio funcional e cognitivo das pessoas com doença de Alzheimer. Estes medicamentos, como o donepezil (Aricept) funcionam inibindo a falta de acetilcolina, que envia sinais ao sistema nervoso. Por outro lado, os anticolinérgicos - como a difenidramina (Benadryl) e a oxibutinina (Ditopan) - bloqueiam a ação da acetilcolina. Uma vez que os dois tipos de medicamentos têm efeitos opostos, não faz sentido dar ambos os tipos de drogas para uma mesma pessoa. Mas não é isto o que vem acontecendo na prática.
Sem efeitos
Os pesquisadores descobriram que, entre os usuários do inibidor de colinesterase, 37% estavam também tomando pelo menos uma droga anticolinérgica, e mais de 11% estavam tomando duas ou mais. Para aqueles que utilizam os dois tipos de medicamentos, o uso simultâneo geralmente durou de três a quatro meses, mas 25% usaram ambas as classes de medicamentos por mais de um ano. Os anticolinérgicos já estavam sendo usados por 23% das pessoas que receberam uma nova receita de inibidor de colinesterase, e 77% continuaram seu uso, mesmo depois de iniciar o uso do inibidor de colinesterase. Apesar disso, os pesquisadores não encontraram aumento no risco à saúde - internação e morte - entre os pacientes que usavam simultaneamente os dois tipos de medicamento.
quinta-feira, 27 de outubro de 2011
Pular o café da manhã facilita o desenvolvimento da obesidade

Chance de ter excesso de peso é quatro vezes maior para quem não faz a refeição
Um estudo publicado na revista científica American Journal of Epidemiology revelou que as pessoas que não tomam café da manhã são quatro vezes mais propensas a desenvolver a obesidade que aquelas que ingerem a refeição diariamente.
Para quem se exercita, a dica é se alimentar 30 minutos antes do treino.
Um café da manhã nutritivo inclui uma refeição entre 400 e 500 calorias.
O ideal é fazer um mix de carboidratos e proteínas.
Os carboidratos repõem o glicogênio dos músculos. Já as proteínas reconstroem as fibras musculares.
Se a opção é tomar café da manhã após os exercícios, os nutricionistas recomendam a ingestão de uma fruta antes de seguir para a academia.
Na volta, a boa opção é consumir um pote de iogurte com frutas vermelhas. A mistura ajuda a reparar os músculos e evitar dores.
Conheça dez dicas para ter uma boa noite de sono

Praticar exercícios físicos e comer alimentos leves no jantar ajudam a dormir melhor
Muita gente sofre com distúrbios de sono. A insônia atinge 20% da população mundial.
Saiba quais são as dez medidas que podem proporcionar uma noite de sono tranquila.
As recomendações são do Centro de Controle de Doenças, nos Estados Unidos.
1 - Evite cochilar durante o dia.
2 - A ingestão de bebidas que tiram o sono como as que contém cafeína, devem ser ingeridas durante à tarde, longe da hora de dormir.
3 - Procure ir para a cama sempre a mesma hora. Isso ajuda a definir o seu relógio interno de vigília do sono.
4 - Praticar exercícios físicos, principalmente os aeróbicos melhora a qualidade do sono. Corrida, natação ou ciclismo melhoram os sintomas depressivos e dão mais vitalidade.
5 - O jantar deve contar com alimentos leves como salada, carne branca ou sopas.
6 - Eliminar o cigarro é fundamental. A nicotina agrava a apneia do sono e outros distúrbios respiratórios.
7 - Evitar bebidas alcoólicas à noite também é fundamental. Apesar de ajudar cochilar, o álcool causa dificuldade ao dormir quando o sono desaparece.
8 - Tire do quarto televisão, computador e telefone celular. A luz deles estimula o cérebro e torna o relaxamento mais difícil na hora de dormir.
9 - Animais e crianças não são bem-vindos na hora do sono justamente por sua inquietação na cama.
10 - Procure deixar o quarto totalmente escuro. A claridade dificulta a chegada do sono. O quarto é um lugar sagrado e o local deve ser destinado apenas para o sono e nada mais.
Risco de morrer do coração cai muito depois que jovem emagrece

Homens obesos têm 60% mais chances de morrer do coração
Jovens que estão com sobrepeso ou estão obesos têm maior probabilidade de morrer de doença cardíaca, de acordo com um estudo que monitorou quase 19 mil homens a partir de 18 anos por mais de 50 anos. Mas Lee Min, da Faculdade de Medicina de Harvard, em Boston (EUA), diz que os jovens que estão acima do peso podem reduzir esses riscos cardíacos emagrecendo.
No estudo, os pesquisadores coletaram dados de exames de rotina de estudantes de Harvard, que incluíam medidas de peso e altura. Depois, eles analisaram informações sobre pessoas que estavam nesse catálogo e morreram e descobriram que cerca de 11% dos homens morreram de doenças cardíacas.
Comparado com peso normal, homens de meia idade tinham 25% mais chances de morrer de doenças cardíacas se estivessem acima do peso e 60% se forem obesos.
No entanto, o risco cardíaco causado pelo excesso de peso desapareceu nos homens que não estavam mais gordos. Muitas vezes, "jovens adultos obesos tornam-se obesos adultos de meia idade", diz Lee.
- No entanto, se você é capaz de perder peso, quando você chegar ao peso normal, o risco você quando era jovem desaparece.
Stephen Kritchevsky, que estudou a perda de peso em adultos no Centro Médico Batista de Wake Forest, na Carolina do Norte, concordou.
- Pelo menos na meia idade, independentemente do seu histórico de vida, é provável que seja útil para a sua saúde tentar perder peso.
A equipe de Lee observou que os resultados podem não se aplicar às mulheres, já que não foram incluídos no estudo.
Uma em cada vez meninas atendidas na rede pública sofre de DST causada por bactéria
Infecção por clamídia deixa pessoas mais vulnerável ao HIV
Um estudo nacional realizado pelo Centro de Referência e Treinamento em DST/Aids da Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo indica que uma em cada dez jovens brasileiras atendidas pelo SUS (Sistema Único de Saúde) tem clamídia, uma doença transmitida durante relações sexuais.
A doença, causada pela bactéria Chlamydia trachomatis, pode infectar homens e mulheres e ser transmitida da mãe para o bebê durante o parto.
Ao todo, 2.071 jovens, entre 15 e 24 anos, atendidas nas unidades do SUS nas cinco regiões do país (Norte, Nordeste, Sudeste, Sul, Centro-Oeste), participaram do estudo.
A incidência de clamídia entre as jovens avaliadas foi de 9,8%, sendo que 4% delas também tiveram resultado positivo para infecção por gonorreia.
A infecção atinge especialmente a uretra e órgãos genitais, mas também pode atingir a região anal, a faringe e ser responsável por doenças pulmonares. Se não tratada, é uma das causas da infertilidade masculina e feminina, e pode aumentar de três a seis vezes o risco da infecção pelo HIV.
O médico Valdir Monteiro Pinto, coordenador do estudo no CRT/DST-Aids, diz em nota que “a mulher infectada pela Chlamyda trachomatis durante a gestação está mais sujeita a partos prematuros e a abortos”.
– Nos casos de transmissão vertical, na hora do parto, o recém-nascido corre o risco de desenvolver um tipo de conjuntivite e pneumonia.
Ele afirma que até 80% das mulheres e até 50% dos homens infectados não apresenta sintomas da doença. Quando eles aparecem, podem ser parecidos nos dois sexos, diz.
– Dor ou ardor ao urinar, aumento do número de micções [urinar muitas vezes], presença de secreção fluida. As mulheres podem apresentar, ainda, perda de sangue nos intervalos do período menstrual, dor às relações sexuais, dor no baixo ventre e doença inflamatória pélvica.
Não existe vacina contra a clamídia. De acordo com a secretaria, a” única forma de prevenir a transmissão da bactéria é o sexo seguro com o uso de preservativos”.
– Uma vez instalada a infecção, o tratamento deve ser realizado com o uso de antibióticos específicos e deve incluir o tratamento do parceiro ou parceira para garantir a cura e evitar a reinfecção.
A doença, causada pela bactéria Chlamydia trachomatis, pode infectar homens e mulheres e ser transmitida da mãe para o bebê durante o parto.
Ao todo, 2.071 jovens, entre 15 e 24 anos, atendidas nas unidades do SUS nas cinco regiões do país (Norte, Nordeste, Sudeste, Sul, Centro-Oeste), participaram do estudo.
A incidência de clamídia entre as jovens avaliadas foi de 9,8%, sendo que 4% delas também tiveram resultado positivo para infecção por gonorreia.
A infecção atinge especialmente a uretra e órgãos genitais, mas também pode atingir a região anal, a faringe e ser responsável por doenças pulmonares. Se não tratada, é uma das causas da infertilidade masculina e feminina, e pode aumentar de três a seis vezes o risco da infecção pelo HIV.
O médico Valdir Monteiro Pinto, coordenador do estudo no CRT/DST-Aids, diz em nota que “a mulher infectada pela Chlamyda trachomatis durante a gestação está mais sujeita a partos prematuros e a abortos”.
– Nos casos de transmissão vertical, na hora do parto, o recém-nascido corre o risco de desenvolver um tipo de conjuntivite e pneumonia.
Ele afirma que até 80% das mulheres e até 50% dos homens infectados não apresenta sintomas da doença. Quando eles aparecem, podem ser parecidos nos dois sexos, diz.
– Dor ou ardor ao urinar, aumento do número de micções [urinar muitas vezes], presença de secreção fluida. As mulheres podem apresentar, ainda, perda de sangue nos intervalos do período menstrual, dor às relações sexuais, dor no baixo ventre e doença inflamatória pélvica.
Não existe vacina contra a clamídia. De acordo com a secretaria, a” única forma de prevenir a transmissão da bactéria é o sexo seguro com o uso de preservativos”.
– Uma vez instalada a infecção, o tratamento deve ser realizado com o uso de antibióticos específicos e deve incluir o tratamento do parceiro ou parceira para garantir a cura e evitar a reinfecção.
quarta-feira, 26 de outubro de 2011
Ligações perigosas: do ovário ás artérias
Mulheres que sofrem com os cistos ovarianos devem ficar atentas também à pressão arterial. Descubra por quê
Pele muito oleosa, dificuldades para engravidar e quilos a mais na balança. Pelo menos 10% das mulheres se identificaram com algum desses sintomas. Esse é o número estimado de portadoras da síndrome do ovário policístico, ou SOP, segundo César Eduardo Fernandes, presidente da Associação de Obstetrícia e Ginecologia do Estado de São Paulo. Como se não fosse suficiente, agora há mais um motivo para esse contingente feminino se preocupar: a hipertensão.
A consultora de comunicação Thuane Paiva, 27 anos, conhece bem essa história. Diagnosticada com a SOP aos 16 anos, ela descobriu a pressão alta por acaso, em exames de rotina realizados em 2010. "Com exceção de pontinhos pretos que transitavam na frente dos meus olhos e que eu associava ao astigmatismo, nunca percebi nenhum outro sintoma da doença", relata Thuane. Hoje, ela toma medicamentos, faz exercícios físicos, controla a alimentação e mede a pressão uma vez por semana.
O caso de Thuane não é o único em que a hipertensão está associada à SOP. Um estudo realizado pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte comprovou essa ligação. Os pesquisadores compararam 355 mulheres com mesmo peso e idade, sendo que metade delas tinha a síndrome. Eles descobriram que 18,6% das participantes com o problema apresentavam alterações na pressão. Nas outras voluntárias, a incidência caiu para 9,9%.
O excesso de peso que às vezes acomete quem tem os cistos no ovário já foi genericamente apontado como responsável por esse elo. Mas agora os especialistas investem em pesquisas para desvendar o que de fato está por trás da relação entre os dois distúrbios. Uma das hipóteses mais bem-aceitas pelos médicos é a da resistência à insulina, quando esse hormônio não consegue botar o açúcar dentro das células.
Conhecida por ser uma das causas do diabete tipo 2, nas mulheres a disfunção também pode explicar a SOP. "Durante a puberdade, o organismo passa a secretar mais hormônio do crescimento. E ele é um antagônico da insulina, criando uma reação de resistência", explica Ricardo Meirelles, presidente da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia. Esse fenômeno costuma durar até o fim da puberdade, mas nem sempre é assim.
Por razões não esclarecidas, algumas mulheres adultas continuam com a resistência à insulina típica da adolescência. E é aí que mora o perigo para o ovário: a glândula não resiste à ação do hormônio. Logo, todo o excedente que é produzido entra sem dificuldades ali e desregula o seu funcionamento, causando a síndrome. Essa combinação explosiva ajuda a explicar a relação entre a SOP e a hipertensão (veja o infográfico ao lado).
Um novo estudo está aprofundando ainda mais a busca pelos culpados por essa conexão. Pesquisadores da Unidade de Endocrinologia Ginecológica do Hospital de Clínicas de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, investigam pela primeira vez um dos genes da aromatase, a enzima que transforma os andrógenos — hormônios masculinos que também existem no corpo da mulher — em estrógenos, que, entre outras funções, controlam o ciclo menstrual. A pesquisa revela que nas portadoras da SOP com pressão alta o tal gene é muito mais ativo. Parece complexo, mas essa pode ser a chave para entender esse elo surpreendente.
A consultora de comunicação Thuane Paiva, 27 anos, conhece bem essa história. Diagnosticada com a SOP aos 16 anos, ela descobriu a pressão alta por acaso, em exames de rotina realizados em 2010. "Com exceção de pontinhos pretos que transitavam na frente dos meus olhos e que eu associava ao astigmatismo, nunca percebi nenhum outro sintoma da doença", relata Thuane. Hoje, ela toma medicamentos, faz exercícios físicos, controla a alimentação e mede a pressão uma vez por semana.
O caso de Thuane não é o único em que a hipertensão está associada à SOP. Um estudo realizado pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte comprovou essa ligação. Os pesquisadores compararam 355 mulheres com mesmo peso e idade, sendo que metade delas tinha a síndrome. Eles descobriram que 18,6% das participantes com o problema apresentavam alterações na pressão. Nas outras voluntárias, a incidência caiu para 9,9%.
O excesso de peso que às vezes acomete quem tem os cistos no ovário já foi genericamente apontado como responsável por esse elo. Mas agora os especialistas investem em pesquisas para desvendar o que de fato está por trás da relação entre os dois distúrbios. Uma das hipóteses mais bem-aceitas pelos médicos é a da resistência à insulina, quando esse hormônio não consegue botar o açúcar dentro das células.
Conhecida por ser uma das causas do diabete tipo 2, nas mulheres a disfunção também pode explicar a SOP. "Durante a puberdade, o organismo passa a secretar mais hormônio do crescimento. E ele é um antagônico da insulina, criando uma reação de resistência", explica Ricardo Meirelles, presidente da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia. Esse fenômeno costuma durar até o fim da puberdade, mas nem sempre é assim.
Por razões não esclarecidas, algumas mulheres adultas continuam com a resistência à insulina típica da adolescência. E é aí que mora o perigo para o ovário: a glândula não resiste à ação do hormônio. Logo, todo o excedente que é produzido entra sem dificuldades ali e desregula o seu funcionamento, causando a síndrome. Essa combinação explosiva ajuda a explicar a relação entre a SOP e a hipertensão (veja o infográfico ao lado).
Um novo estudo está aprofundando ainda mais a busca pelos culpados por essa conexão. Pesquisadores da Unidade de Endocrinologia Ginecológica do Hospital de Clínicas de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, investigam pela primeira vez um dos genes da aromatase, a enzima que transforma os andrógenos — hormônios masculinos que também existem no corpo da mulher — em estrógenos, que, entre outras funções, controlam o ciclo menstrual. A pesquisa revela que nas portadoras da SOP com pressão alta o tal gene é muito mais ativo. Parece complexo, mas essa pode ser a chave para entender esse elo surpreendente.
Dois hormônios intestinais aumentam a saciedade e fazem comer menos, segundo pesquisa
Do UOL Ciência e Saúde
Durante a pesquisa, os cientistas utilizaram um aparelho de ressonância magnética para escanear a atividade cerebral de pessoas saudáveis depois de receberem doses do hormônio peptídico intestinal (PYY), de peptídeo semelhante ao glucagon 1 (GLP-1) e de uma combinação de ambos. Os resultados foram comparados com as atividades cerebrais de pessoas que estavam saciadas após comerem uma refeição normal. Estudos anteriores com a ingestão de um desses dois hormônios mostraram uma redução no apetite e na ingestão calórica, mas ainda não se sabia que tipo de influência esses hormônios têm no cérebro.
7 atitudes para não perder a memória

Telefones, endereços, datas de aniversário, senhas... Somos obrigados a registrar um número cada vez maior de dados. Confira como algumas ações podem turbinar nossa capacidade de recordar os fatos
por Manoel Gomes • design e ilustração Ana Paula Megda
A americana Jill Price, 45 anos, não é uma pessoa comum. Assim como um super-herói, ela nasceu com uma habilidade mais do que especial: a de se lembrar de tudo que acontece na sua vida desde que tinha 14 anos. E, quando diz que se recorda de todos os fatos, ela está falando desde o que comeu durante o café da manhã, passando pelas principais manchetes do dia, até chegar às pessoas com quem conversou antes de dormir.
Quem pensa que Jill gosta desse seu poder fora do normal está redondamente enganado: ela nunca teve o direito de se esquecer das brigas e dos erros que cometeu. Depois de algum tempo convivendo com esse problema, resolveu procurar especialistas da Universidade da Califórnia, que, deparando-se com uma doença totalmente inédita, começaram a estudá-la e batizaram- na de síndrome hipertiméstica.
Esse é um lado muito raro da moeda. A outra face, essa sim bem conhecida, são as falhas na memória, ou aqueles momentos em que você simplesmente não se lembra mais de uma informação que procura em seu arquivo cerebral. E, quando a idade avança, esses brancos se tornam mais frequentes. Porém, pesquisas recentes conseguem encontrar maneiras de proteger as recordações e atrasar os famosos lapsos que acontecem vez ou outra — ou até mesmo acabar com eles. Para preveni-los, é preciso começar bem cedo: quanto antes a gente adotar esse manual, maiores são as chances de escapar desse perrengue.
Um estudo da Universidade da Califórnia, a mesma que acompanha a trajetória de Jill, constata que mais da metade dos casos de Azheimer, doença que apaga as lembranças, poderia ser evitada com atitudes simples. Além disso, deletar um desses sete fatores do dia a dia já seria capaz de diminuir em 25% o risco de desenvolver o mal dos anos grisalhos. Veja a seguir nossas recomendações.
1. Exercitar o cérebro
Um dos caminhos mais indiscutíveis para manter as recordações intactas é ler e estudar. "A memória mantém-se graças ao uso. E a leitura é uma forma de exercitá-la. Quem não tem esse hábito apresenta maior probabilidade de desenvolver problemas cognitivos no futuro", garante o neurocientista Ivan Izquierdo, diretor do Centro de Memória da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul. Indivíduos que passam mais tempo na escola ficam com a mente blindada. Nessa gente, o cérebro guarda mais informações e consegue lidar melhor com uma eventual perda de neurônios, o que é bastante natural com o passar do tempo. De acordo com a pesquisa da Universidade da Califórnia, 19% dos casos de Alzheimer acontecem em razão do combo pouca leitura e aprendizado escasso. "Ler massageia a memória e é um grande exercício intelectual", completa Izquierdo.
2. Malhar
O exercício tem um impacto positivo incontestável no nosso organismo. E, para nossa capacidade de recordar continuar a toda, ele é mais do que um aliado. Principalmente porque tem uma ação direta no nosso grande HD. "Fazer algum esporte aumenta o número de neurônios no hipocampo, região responsável por armazenar a memória", atesta a neurologista Sônia Brucki, do Departamento Científico de Neurologia Cognitiva e do Envelhecimento da Academia Brasileira de Neurologia, em São Paulo. Andar, correr, pedalar ou nadar também contribui para diminuir riscos cardiovasculares e faz com que o praticante adote um estilo de vida mais saudável. Além disso, a atividade física catapulta os níveis de uma substância conhecida como neurotrofina. "Ela é produzida pelo sistema nervoso central e reduz a morte programada de neurônios", explica o neurologista Mauro Muszkat, coordenador do Núcleo de Atendimento de Neuropsicologia Infantil Interdisciplinar da Universidade Federal de São Paulo. Esse protetor natural também estende a longevidade das células nervosas, um ponto positivo para salvar nossos arquivos mais do que pessoais.
3. Domar o diabete
Prevenir a doença do sangue doce pode trazer benefícios que vão além de preservar a memória. É sabido que pessoas com sobrepeso correm mais risco de desenvolver o tipo 2 do mal, que gera resistência à insulina, o hormônio responsável por colocar a glicose para dentro das células. Sem ela, o corpo acaba sem energia para trabalhar e se manter ativo. Daí, com a ausência de combustível para a labuta, os neurônios ficam fracos, fracos, o que pode resultar em lembranças deletadas. Por isso a necessidade de manter a glicemia dentro dos conformes.
4. Parar de fumar
Entre outros distúrbios, o tabaco também pode afetar a forma como guardamos os fatos. Quem fuma fica mais suscetível a desenvolver problemas no sistema circulatório, como a aterosclerose. Nessa doença, as artérias sofrem uma inflamação e, com isso, placas de gordura grudam em suas paredes. Com o andar da carruagem, elas se calcificam, diminuindo o calibre dos vasos. Dessa forma, o cérebro recebe menos sangue e uma menor quantidade de oxigênio e nutrientes. O coitado, então, pena para desempenhar suas funções, como a de lembrar. "O cigarro também é produtor de neurotoxinas e radicais livres que causam danos aos neurônios", acrescenta o gerontólogo Ivan Aprahamian, pesquisador do Laboratório de Neurociências do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo.
5. Perder ou manter o peso
Para aqueles que estão com as medidas ideais, ficar de bem com a balança é a pedida certa. Já para as pessoas que estão exagerando à mesa, maneirar na comida também pode melhorar, em longo prazo, a sua capacidade de não esquecer. Para ajudar nesse processo, alguns pratos são indicados pelos especialistas. "Alimentos ricos em vitaminas e compostos antioxidantes são importantes para preservar a memória", garante Ivan Aprahamian. Entre as mais indicadas estão verduras, frutas e legumes. A carne de peixe, as frutas secas, o azeite de oliva e o vinho tinto também são uma boa opção. Além disso, comidas saudáveis são importantes no controle do colesterol e, claro, para o funcionamento de nosso coração. Indivíduos com quilos a mais desenvolvem resistência à leptina, uma substância que é fabricada no tecido adiposo e que tem como principal função informar ao nosso organismo se precisamos comer mais. Essa substância tem outra incumbência: proteger os neurônios e processar as lembranças no hipocampo. Se esse hormônio não trabalha direito, o esquecimento passa a ser uma palavra constante no linguajar dos sedentários.
6. Controlar a pressão
A hipertensão não só fustiga o peito: ela, mesmo que indiretamente, passa a borracha nas rememorações mais íntimas. O estrago se assemelha ao do cigarro. "As alterações vasculares diminuem o fluxo sanguíneo, o que acarreta menos oxigênio e nutrientes para as células responsáveis pela memorização", explica Sônia Brucki. Por isso, monitorar e sempre manter a pressão arterial no patamar de 12 por 8, recomendação da Sociedade Brasileira de Cardiologia, também auxilia a resguardar a massa cinzenta.
7. Fugir da depressão
A tristeza que não tem hora nem dia para chegar ao fim acelera o apagão mental. "O indivíduo deprimido começa a dar ênfase às recordações ruins", explica Ivan Izquierdo. Além disso, hormônios como serotonina e noradrelina, envolvidos na química do lembrar, deixam de atuar como deveriam. "Pode acontecer uma queda de estimuladores da memória no cérebro e, em algumas pessoas, o encolhimento do hipocampo, local onde ela se concentra", avalia Ivan Aprahamian. Também ocorre uma diminuição da neurogênese, quando surgem células nervosas zero-quilômetro. Por fim, a importância que o depressivo dá ao esquecimento pode piorar ainda mais o panorama. "Muitas vezes, há supervalorização de uma reles falha de memória", diz Sônia Brucki. E, como em um efeito cascata, isso só fomenta mais e mais lapsos.
O Google e nossas lembranças
O acesso à internet mudou a forma como armazenamos informações, segundo um estudo da Universidade de Columbia, nos Estados Unidos. É que a facilidade de pescar qualquer tipo de dado na rede de bits e bytes faz com que nosso cérebro se torne mais preguiçoso. Em vez de reter o nome de um artista, por exemplo, a massa cinzenta tende a memorizar o endereço do popular site de busca onde é possível fisgar essa e outros milhares de curiosidades.
Não se esqueça!
Quem pensa que Jill gosta desse seu poder fora do normal está redondamente enganado: ela nunca teve o direito de se esquecer das brigas e dos erros que cometeu. Depois de algum tempo convivendo com esse problema, resolveu procurar especialistas da Universidade da Califórnia, que, deparando-se com uma doença totalmente inédita, começaram a estudá-la e batizaram- na de síndrome hipertiméstica.
Esse é um lado muito raro da moeda. A outra face, essa sim bem conhecida, são as falhas na memória, ou aqueles momentos em que você simplesmente não se lembra mais de uma informação que procura em seu arquivo cerebral. E, quando a idade avança, esses brancos se tornam mais frequentes. Porém, pesquisas recentes conseguem encontrar maneiras de proteger as recordações e atrasar os famosos lapsos que acontecem vez ou outra — ou até mesmo acabar com eles. Para preveni-los, é preciso começar bem cedo: quanto antes a gente adotar esse manual, maiores são as chances de escapar desse perrengue.
Um estudo da Universidade da Califórnia, a mesma que acompanha a trajetória de Jill, constata que mais da metade dos casos de Azheimer, doença que apaga as lembranças, poderia ser evitada com atitudes simples. Além disso, deletar um desses sete fatores do dia a dia já seria capaz de diminuir em 25% o risco de desenvolver o mal dos anos grisalhos. Veja a seguir nossas recomendações.
1. Exercitar o cérebro
Um dos caminhos mais indiscutíveis para manter as recordações intactas é ler e estudar. "A memória mantém-se graças ao uso. E a leitura é uma forma de exercitá-la. Quem não tem esse hábito apresenta maior probabilidade de desenvolver problemas cognitivos no futuro", garante o neurocientista Ivan Izquierdo, diretor do Centro de Memória da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul. Indivíduos que passam mais tempo na escola ficam com a mente blindada. Nessa gente, o cérebro guarda mais informações e consegue lidar melhor com uma eventual perda de neurônios, o que é bastante natural com o passar do tempo. De acordo com a pesquisa da Universidade da Califórnia, 19% dos casos de Alzheimer acontecem em razão do combo pouca leitura e aprendizado escasso. "Ler massageia a memória e é um grande exercício intelectual", completa Izquierdo.
2. Malhar
O exercício tem um impacto positivo incontestável no nosso organismo. E, para nossa capacidade de recordar continuar a toda, ele é mais do que um aliado. Principalmente porque tem uma ação direta no nosso grande HD. "Fazer algum esporte aumenta o número de neurônios no hipocampo, região responsável por armazenar a memória", atesta a neurologista Sônia Brucki, do Departamento Científico de Neurologia Cognitiva e do Envelhecimento da Academia Brasileira de Neurologia, em São Paulo. Andar, correr, pedalar ou nadar também contribui para diminuir riscos cardiovasculares e faz com que o praticante adote um estilo de vida mais saudável. Além disso, a atividade física catapulta os níveis de uma substância conhecida como neurotrofina. "Ela é produzida pelo sistema nervoso central e reduz a morte programada de neurônios", explica o neurologista Mauro Muszkat, coordenador do Núcleo de Atendimento de Neuropsicologia Infantil Interdisciplinar da Universidade Federal de São Paulo. Esse protetor natural também estende a longevidade das células nervosas, um ponto positivo para salvar nossos arquivos mais do que pessoais.
3. Domar o diabete
Prevenir a doença do sangue doce pode trazer benefícios que vão além de preservar a memória. É sabido que pessoas com sobrepeso correm mais risco de desenvolver o tipo 2 do mal, que gera resistência à insulina, o hormônio responsável por colocar a glicose para dentro das células. Sem ela, o corpo acaba sem energia para trabalhar e se manter ativo. Daí, com a ausência de combustível para a labuta, os neurônios ficam fracos, fracos, o que pode resultar em lembranças deletadas. Por isso a necessidade de manter a glicemia dentro dos conformes.
4. Parar de fumar
Entre outros distúrbios, o tabaco também pode afetar a forma como guardamos os fatos. Quem fuma fica mais suscetível a desenvolver problemas no sistema circulatório, como a aterosclerose. Nessa doença, as artérias sofrem uma inflamação e, com isso, placas de gordura grudam em suas paredes. Com o andar da carruagem, elas se calcificam, diminuindo o calibre dos vasos. Dessa forma, o cérebro recebe menos sangue e uma menor quantidade de oxigênio e nutrientes. O coitado, então, pena para desempenhar suas funções, como a de lembrar. "O cigarro também é produtor de neurotoxinas e radicais livres que causam danos aos neurônios", acrescenta o gerontólogo Ivan Aprahamian, pesquisador do Laboratório de Neurociências do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo.
5. Perder ou manter o peso
Para aqueles que estão com as medidas ideais, ficar de bem com a balança é a pedida certa. Já para as pessoas que estão exagerando à mesa, maneirar na comida também pode melhorar, em longo prazo, a sua capacidade de não esquecer. Para ajudar nesse processo, alguns pratos são indicados pelos especialistas. "Alimentos ricos em vitaminas e compostos antioxidantes são importantes para preservar a memória", garante Ivan Aprahamian. Entre as mais indicadas estão verduras, frutas e legumes. A carne de peixe, as frutas secas, o azeite de oliva e o vinho tinto também são uma boa opção. Além disso, comidas saudáveis são importantes no controle do colesterol e, claro, para o funcionamento de nosso coração. Indivíduos com quilos a mais desenvolvem resistência à leptina, uma substância que é fabricada no tecido adiposo e que tem como principal função informar ao nosso organismo se precisamos comer mais. Essa substância tem outra incumbência: proteger os neurônios e processar as lembranças no hipocampo. Se esse hormônio não trabalha direito, o esquecimento passa a ser uma palavra constante no linguajar dos sedentários.
6. Controlar a pressão
A hipertensão não só fustiga o peito: ela, mesmo que indiretamente, passa a borracha nas rememorações mais íntimas. O estrago se assemelha ao do cigarro. "As alterações vasculares diminuem o fluxo sanguíneo, o que acarreta menos oxigênio e nutrientes para as células responsáveis pela memorização", explica Sônia Brucki. Por isso, monitorar e sempre manter a pressão arterial no patamar de 12 por 8, recomendação da Sociedade Brasileira de Cardiologia, também auxilia a resguardar a massa cinzenta.
7. Fugir da depressão
A tristeza que não tem hora nem dia para chegar ao fim acelera o apagão mental. "O indivíduo deprimido começa a dar ênfase às recordações ruins", explica Ivan Izquierdo. Além disso, hormônios como serotonina e noradrelina, envolvidos na química do lembrar, deixam de atuar como deveriam. "Pode acontecer uma queda de estimuladores da memória no cérebro e, em algumas pessoas, o encolhimento do hipocampo, local onde ela se concentra", avalia Ivan Aprahamian. Também ocorre uma diminuição da neurogênese, quando surgem células nervosas zero-quilômetro. Por fim, a importância que o depressivo dá ao esquecimento pode piorar ainda mais o panorama. "Muitas vezes, há supervalorização de uma reles falha de memória", diz Sônia Brucki. E, como em um efeito cascata, isso só fomenta mais e mais lapsos.
O Google e nossas lembranças
O acesso à internet mudou a forma como armazenamos informações, segundo um estudo da Universidade de Columbia, nos Estados Unidos. É que a facilidade de pescar qualquer tipo de dado na rede de bits e bytes faz com que nosso cérebro se torne mais preguiçoso. Em vez de reter o nome de um artista, por exemplo, a massa cinzenta tende a memorizar o endereço do popular site de busca onde é possível fisgar essa e outros milhares de curiosidades.
Não se esqueça!
- As estimativas sugerem que o número de casos de Alzheimer triplicará nos próximos 40 anos — hoje, 33,9 milhões de pessoas no mundo têm o problema, uma das formas mais comuns de perda de memória
- Adultos com sobrepeso tendem a desenvolver, na maturidade, problemas cognitivos com maior frequência
Dormir pouco pode tornar adolescentes obesos, diz estudo
Falta de sono desregula hormônios ligados à fome e à saciedade.
Saúde pode ficar comprometida na vida adulta.
Ter um sono bem regulado traz muitos benefícios à saúde, entre eles a manutenção da boa forma. Uma pesquisa norte-americana mostrou que, entre os adolescentes, dormir bem tem relação direta com o peso.
O estudo do Centro de Medicina do Sono do Baylor College, em Houston, no estado do Texas, acompanhou 255 adolescentes (108 meninos e 147 meninas). Foram colhidos dados sobre a quantidade de sono diário e também de altura e peso, para o cálculo do índice de massa corporal (IMC).
A causa disso está relacionada a dois hormônios que regulam as sensações de fome e saciedade: a grelina e a leptina. “Quando você não dorme o suficiente, os níveis de leptina cai, o que quer dizer que você não fica satisfeito quando come. A falta de sono também aumenta os níveis de grelina, o que estimula o apetite, te faz querer comer mais”, afirma Radha Rao, coautora da pesquisa.Na comparação entre os meninos que dormem menos de 7 horas por dia com os que dormem mais que isso, o IMC dos que dormem menos foi 3,8% maior. A mesma comparação levou a uma diferença ainda maior entre as meninas: 4,7%.
Saiba o que é porção e o quanto comer de cada grupo de alimentos
Alfredo Halpern e nutricionista Sonia Tucunduva foram convidados.Cereais, frutas, verduras, carnes, leite e doces devem integrar dieta.

É difícil saber qual a quantidade contida em uma porção. É uma fatia, uma xícara, um copo, uma concha, uma colher de sopa? Para cada alimento, existe um padrão estabelecido por nutricionistas e médicos, baseado no valor calórico.
Uma porção de manteiga, por exemplo, equivale a meia colher de sopa. Uma unidade de pão francês é uma porção, uma fatia média de queijo branco também, assim como uma xícara de chá de leite (de preferência, desnatado), uma concha de feijão e quatro colheres de sopa de arroz.
Para explicar melhor o assunto e destacar o quanto é recomendado comer por dia de cereais, frutas, verduras, óleos, carnes, ovos e doces, o Bem Estar desta quarta-feira (26) recebeu o endocrinologista Alfredo Halpern e a doutora em nutrição e professora da Universidade de São Paulo (USP) Sonia Tucunduva, que ajudou a elaborar o Guia Alimentar do Ministério da Saúde, publicado em 2006.
sábado, 22 de outubro de 2011
Brasil atinge meta de reduzir pela metade mortes por tuberculose, afirma estudo da OMS
A Organização Mundial da Saúde (OMS) informou que pela primeira vez o número de pessoas com tuberculose está diminuindo. Este progresso está, no entanto, em risco devido ao subfinanciamento. Mesmo tendo em conta a incerteza das estimativas, a OMS afirmou que cinco países atingiram a meta de reduzir pela metade a taxa de mortalidade no período entre 1990 e 2010: Brasil, Camboja, China, Uganda e Tanzânia. Vários outros têm uma boa chance de alcançar a meta acordada até 2015.
Os dados são do Relatório Global de Controle da Tuberculose de 2011, que demonstra que o número de pessoas que contraíram tuberculose (TB) caiu para 8,8 milhões em 2010, após chegar a 9 milhões em 2005, e que o número de mortes caiu de 1,8 milhão em 2003 para 1 milhão em 2010.“Menos pessoas estão morrendo de tuberculose e menos estão contraindo a doença. Este é um motivo para celebração” , disse o Secretário-Geral Ban Ki-moon. “Porém, isso não é motivo para complacência. Muitos milhões ainda contraem tuberculose a cada ano e muitos ainda morrem. Peço o apoio sério e sustentável para a ‘Parceria Pare a TB’ nos dias por vir.” Fundado em 2001, a Parceria Pare a TB é composta por organizações internacionais, países, doadores dos setores público e privado, bem como organizações governamentais e não-governamentais (ONGs).
Um novo teste para diagnosticar a tuberculose foi desenvolvido e aprovado pela OMS e, segundo o diretor da Parceria Pare a TB Mario Raviglione, está “revolucionando” o tratamento. O teste, que antes demorava 3 meses para ficar pronto, agora leva por volta de 100 minutos. Ao mesmo tempo, este progresso pode estar em risco financeiro, especialmente pela dificuldade de combater os casos de resistência aos medicamentos, que encarecem muito o tratamento e necessitam de verbas extras.
O Relatório também demonstrou que a taxa de mortalidade caiu 40% entre os anos de 1990 e 2010 e todas as regiões – exceto a África – estão na trilha para alcançar os 50% já no ano de 2015. Grande parte do progresso alcançado é resultado da expansão dos esforços em grandes países, como Quênia e Tanzânia. O Brasil e a China também são exemplos significativos desse progresso, sendo que a taxa da mortalidade na China caiu para 80% desde 1990.
“O desafio agora é construir esse compromisso, para aumentar o esforço global e prestar especial atenção à crescente ameaça das drogas resistentes ao tratamentos da TB”, disse a Diretora Geral da OMS, Margaret Chan.
sexta-feira, 21 de outubro de 2011
Vegetais neutralizam genes de risco cardíaco
Vegetais contra o gene
Pessoas que são geneticamente suscetíveis a doenças cardíacas podem reduzir seus índices de risco comendo muitas frutas e vegetais crus. Cinco ou mais porções diárias são suficientes para neutralizar as versões de um gene no cromossomo 9. Os pesquisadores estudaram mais de 27.000 pessoas em todo o mundo, incluindo Europa, China e América Latina. Suas conclusões mostram que as dietas saudáveis enfraquecem o efeito do gene.
Refeições verdes
Os resultados sugerem que indivíduos com a versão de alto risco do gene (chamada 9p21) que consumiram uma dieta repleta de vegetais crus, frutas e bagas, apresentaram um risco de ataque cardíaco semelhante ao de pessoas com uma variante de baixo risco do mesmo gene. "Nossos resultados suportam a recomendação de saúde pública para consumir mais do que cinco porções de frutas ou vegetais [por dia] como forma de promover a boa saúde," afirmou a professora Sonia Anand, da Universidade McMaster (Canadá). Os cientistas afirmam que agora precisam fazer novos estudos para descobrir como a dieta age diretamente sobre esses genes.
Cinco porções de vegetais por dia
Uma porção de frutas ou vegetais pesa 80 gramas, o que equivale a uma banana pequena, ou uma cenoura pequena, ou uma maçã média. A recomendação é que um adulto ingira cinco dessas porções por dia.
Veja o que conta para atender a essa recomendação:
Frutas e vegetais crus e frescos;
frutas e legumes congelados;
frutas secas, como passas, tâmaras, sultanas e figos;
frutas e vegetais enlatados;
frutas e legumes cozidos em pratos como sopas, guisados ou pratos de massas;
um copo (150 ml) de suco com 100% de frutas ou vegetais, sem açúcar;
feijões e leguminosas; estes contam apenas como uma porção por dia, não importando o quanto você coma.
via: http://www.diariodasaude.com.br/news.php?article=vegetais-neutralizam-genes-risco-cardiaco&id=7064
Pessoas que são geneticamente suscetíveis a doenças cardíacas podem reduzir seus índices de risco comendo muitas frutas e vegetais crus. Cinco ou mais porções diárias são suficientes para neutralizar as versões de um gene no cromossomo 9. Os pesquisadores estudaram mais de 27.000 pessoas em todo o mundo, incluindo Europa, China e América Latina. Suas conclusões mostram que as dietas saudáveis enfraquecem o efeito do gene.
Refeições verdes
Os resultados sugerem que indivíduos com a versão de alto risco do gene (chamada 9p21) que consumiram uma dieta repleta de vegetais crus, frutas e bagas, apresentaram um risco de ataque cardíaco semelhante ao de pessoas com uma variante de baixo risco do mesmo gene. "Nossos resultados suportam a recomendação de saúde pública para consumir mais do que cinco porções de frutas ou vegetais [por dia] como forma de promover a boa saúde," afirmou a professora Sonia Anand, da Universidade McMaster (Canadá). Os cientistas afirmam que agora precisam fazer novos estudos para descobrir como a dieta age diretamente sobre esses genes.
Cinco porções de vegetais por dia
Uma porção de frutas ou vegetais pesa 80 gramas, o que equivale a uma banana pequena, ou uma cenoura pequena, ou uma maçã média. A recomendação é que um adulto ingira cinco dessas porções por dia.
Veja o que conta para atender a essa recomendação:
Frutas e vegetais crus e frescos;
frutas e legumes congelados;
frutas secas, como passas, tâmaras, sultanas e figos;
frutas e vegetais enlatados;
frutas e legumes cozidos em pratos como sopas, guisados ou pratos de massas;
um copo (150 ml) de suco com 100% de frutas ou vegetais, sem açúcar;
feijões e leguminosas; estes contam apenas como uma porção por dia, não importando o quanto você coma.
via: http://www.diariodasaude.com.br/news.php?article=vegetais-neutralizam-genes-risco-cardiaco&id=7064
quinta-feira, 20 de outubro de 2011
Síndrome da apnéia obstrutiva do sono
Apneia obstrutiva do sono (SAOS) é uma parada respiratória provocada pelo colabamento das paredes da faringe. O distúrbio ocorre principalmente enquanto a pessoa está dormindo e roncando. Para ser mais exato, durante as crises, ela para de roncar por causa do bloqueio da passagem de ar pela faringe.
A repetição dos episódios de apneia tem como consequência a menor oxigenação do sangue, o que pode redundar em danos ao organismo.
No adulto, as principais características do distúrbio são: 1) suspensão da respiração por 10 segundos em cinco ou mais episódios por hora de sono, 2) redução dos níveis de oxigênio no sangue. Nas crianças, bastam 2 ou 3 segundos de parada respiratória para o sangue dar sinais de falta de oxigênio.
A apneia obstrutiva do sono atinge mais os homens obesos de meia-idade. A enfermidade pode causar ou agravar quadros de doenças cardiovasculares, como hipertensão arterial sistêmica, arritmias, infartos e insuficiência cardíaca congestiva. Muitas vezes, o tratamento da apneia é suficiente para redução e controle da pressão arterial.
Fatores agravantes
Alguns fatores contribuem para o aparecimento do ronco e da apneia:
* Amídalas e adenoides muito grandes;
* Obstrução crônica do nariz por causa de tumores, desvio de septo, pólipos nasais e hipertrofia dos cornetos;
* Dormir de barriga para cima;
* Queixo projetado um pouco para trás, que faz recuar a base da língua,
* Álcool, tabaco, medicamentos à base de benzodiazepínicos e refluxo gastroesofágico;
* Obesidade, porque favorece a infiltração de gordura na faringe.
O sinergismo entre esses fatores potencializa a tendência para o estreitamento da faringe e para a apneia.
Sintomas
São sintomas da apneia obstrutiva do sono: ronco, sono agitado, falta de disposição e sonolência durante o dia, dor de cabeça, perturbação da memória, da atenção e da concentração, tendência à depressão, hipertensão, arritmias cardíacas e, especialmente, inúmeros microdespertares dos quais o portador do distúrbio pode lembrar-se ou não. Se chega a acordar por si mesmo, o faz por duas razões: o esforço que despende para respirar e a hipoxemia, que alerta seu cérebro sobre a falta de oxigênio.
Diagnóstico
Além do relato das pessoas que convivem com os portadores da apneia obstrutiva do sono, a avaliação médica e a polissonografia, exame para mapear o comportamento durante o sono, são dados importantes para fechar o diagnóstico.
A aplicação do Questionário Clínico de Berlin e da Escala de Sonolência de Epworth ajuda a identificar pessoas com risco de serem portadoras de SAOS.
Tratamento
O tratamento é sempre multidisciplinar e varia de acordo com a gravidade do caso. O primeiro recurso terapêutico é tentar reduzir os fatores agravantes da SAOS.
Para tanto, o paciente precisa:
* Combater as causas da obstrução nasal e do refluxo gastroesofágico;
* Perder peso;
* Dormir de lado;
* Evitar o uso de bebidas alcoólicas, calmantes, relaxantes musculares e cigarro algumas horas antes de dormir.
Se essas medidas não forem suficientes, pode-se recorrer, ainda, ao uso de próteses orais que evitam a queda da língua para trás, e aos CPAPs, máscaras especiais que mantêm pressão positiva e contínua sobre as vias aéreas, evitando sua obstrução. Há situações, porém, em que cirurgias ou cauterizações se fazem necessárias para corrigir os elementos que geram a obstrução, como os que estão associados às alterações das amídalas e adenóides.
Recomendações
A adoção de medidas simples pode ajudá-lo a dormir melhor e a evitar as crises de apneia. Veja alguns exemplos:
* Procure estabelecer e respeitar os horários de deitar e levantar;
* Evite ingerir substâncias que contenham cafeína;
* Não fume pelo menos nas 4 ou 5 horas que antecedem o momento de ir para a cama;
* Não exagere no uso de bebidas alcoólicas, nem faça refeições pesadas antes de deitar.
Extraído de http://drauziovarella.com.br/doencas-e-sintomas/apneia-obstrutiva-do-sono-saos/
A crise de abstinência de nicotina
O cigarro nada mais é do que um dispositivo para administrar droga. A nicotina inalada com a fumaça é rapidamente absorvida pelos alvéolos pulmonares, cai na circulação e chega ao cérebro num intervalo de seis a dez segundos. Inalada, chega mais depressa do que se tivesse sido injetada na veia, porque não perde tempo na circulação venosa. A velocidade com que a droga chega ao sistema nervoso central explica por que a primeira tragada traz alívio imediato ao fumante aflito.
No tecido cerebral, a nicotina se liga a receptores localizados nas membranas dos neurônios localizados em vários centros cerebrais. A integração desses circuitos é responsável pela sensação de prazer que os dependentes referem sentir ao fumar – e que os não-fumantes são incapazes de entender.
A droga é de excreção rápida. Sua meia-vida é curta: duas horas, em média. Isto é, metade da dose fumada é eliminada da circulação em duas horas. Por razões genéticas, essa velocidade de excreção varia de um fumante para outro; os que eliminam a droga mais depressa tendem a fumar mais. Grande parte dos que fumam dois ou três maços por dia é constituída por metabolizadores rápidos de nicotina.
A presença de outras drogas na circulação pode alterar a velocidade de excreção. É o caso do álcool, substância na qual a nicotina se dissolve com muita facilidade. Como o álcool é diurético, ao beber, o fumante excreta rapidamente na urina a nicotina nele dissolvida. A queda da concentração da droga no sangue desencadeia o desejo irresistível de fumar.
Viciados em nicotina, os neurônios do centro que integra as sensações de prazer, ao sentirem seus receptores vazios dela, estimulam outros circuitos de neurônios, que convergem para o chamado centro da busca. Esse centro é responsável por induzir alterações comportamentais com a intenção de nos obrigar a repetir ações que anteriormente nos trouxeram prazer: sexo, comida, temperatura agradável para o corpo, etc.
Uma vez que os centros do prazer ativam o centro da busca, este não pode ser mais desativado. O centro da busca permanecerá ativado mesmo que o prazer responsável por sua ativação deixe de existir. Por isso o fumante se surpreende ao acender um cigarro no toco do outro, o usuário de cocaína continua cheirando apesar do delírio persecutório que experimenta toda vez que usa a droga, e o jogador compulsivo é capaz de perder a casa da família em cima do pano verde.
Informados da falta de nicotina, os neurônios do centro da busca lançam mão de sua mais poderosa arma de persuasão comportamental: a ansiedade crescente. Tomado pela vontade de fumar, o fumante perde a tranqüilidade, fica agitado, nervoso e não consegue se concentrar em mais nada. Para ele, não existe felicidade possível sem o cigarro.
Como a nicotina é droga de excreção rápida, essas crises de ansiedade se repetem muitas vezes por dia. Para evitá-las, o fumante vive com o maço ao alcance da mão para acender um cigarro assim que surgirem os primeiros sinais, porque sabe que a intensidade dos sintomas da crise é crescente, insuportável. O cérebro aprende, então, que ansiedade e nicotina estão indissoluvelmente ligadas. Daí em diante, todo acontecimento que provocar ansiedade será interpretado por ele como resultante da ausência de nicotina. Por isso os fumantes levam imediatamente um cigarro à boca ao menor sinal de ansiedade ou diante da emoção mais rotineira. Por isso dizem que o cigarro os acalma.
O curto-circuito de prazer que a nicotina arma entre os neurônios provoca uma dependência química de forte intensidade, enfermidade cerebral crônica e recidivante. Para tratá-la, é preciso ensinar o cérebro novamente a funcionar como fazia antes de entrar em contato com a droga. Tal empreitada significa enfrentar a abstinência de nicotina, que se manifesta em crises repetitivas, muito mais intensas, desagradáveis e difíceis de suportar do que aquelas provocadas por drogas como cocaína, crack, maconha, ou álcool.
Os primeiros dois dias sem fumar são os piores. As crises se sucedem uma atrás da outra até atingirem freqüência e duração máximas em 48 horas. Nesse período, as manifestações incluem irritação, ansiedade, tremores, sudorese fria nas mãos, fome compulsiva, modificação do hábito intestinal, alterações da arquitetura do sono (insônia ou hipersônia), dificuldade extrema de concentração e alternância de episódios de apatia com outros de agressividade comportamental.
A partir do terceiro dia, a frequência das crises e a intensidade dos sintomas começam a diminuir gradativamente, dia após dia. À medida que as semanas se sucedem, o desejo de fumar continua a manifestar-se, mas vai embora cada vez mais depressa.
Em média, seis meses depois de parar de fumar, a maioria dos ex-fumantes já consegue passar um ou outro dia sem se lembrar da existência do cigarro. Os neurônios começam a ficar livres da dependência que os sucessivos impactos diários de nicotina causaram em seus circuitos. É a liberdade do cérebro, que, para ser mantida, exige o preço da eterna vigilância, porque a doença é traiçoeira, crônica e recidivante.
Extraído de http://drauziovarella.com.br/dependencia-quimica/tabagismo/a-crise-de-abstinencia-de-nicotina/
A forma de beber pode interferir na ação do álcool
Quando se fala em dependência química, a preocupação maior é com as drogas ilícitas, cocaína, maconha, crack, ecstasy, entre tantas outras. No entanto, o grande inimigo está camuflado sob o manto do socialmente aceitável. O álcool nem sequer é considerado uma droga que causa dependência física e psicológica por grande parte da sociedade. Sua venda é livre e ele integra a cultura atual ligada ao lazer e à sociabilidade. Uma reunião em casa de amigos, o happy hour depois de um dia estafante, a balada de sábado à noite, a paradinha no bar na saída do escritório não têm sentido sem a bebida alcoólica.
O efeito relaxante das doses iniciais, porém, desaparece com o aumento do consumo. Se o convívio com uma pessoa embriagada incomoda, isso não é nada diante dos males que o álcool pode causar e que não se restringem às doenças do fígado. A labilidade emocional que num instante transforma o alcoolista risonho num indivíduo violento é responsável não só pelo aumento da criminalidade, mas também pela desestruturação de muitas famílias.
Beber com moderação é possível, mas raros são os que reconhecem estar fazendo uso abusivo e nocivo do álcool. Muitos ainda não são dependentes, mas incorrem em riscos que deveriam e poderiam ser evitados. Não se pode esquecer de que a grande maioria dos acidentes de trânsito ocorre quando está no volante uma pessoa alcoolizada.
quarta-feira, 19 de outubro de 2011
Brasileiro come 9 kg de peixe por ano, enquanto OMS recomenda 12
Consultor Alfredo Halpern e cardiologista Daniel Magnoni foram convidados.
Sardinha, atum, salmão, truta e pescada são espécies ricas em ômega 3.
Quarta-feira em São Paulo é dia tradicional de comer feijoada, mas hoje o Bem Estar propôs um alimento mais leve e rico em nutrientes: o peixe!
Quem explicou o quanto o brasileiro costuma comer dessa carne e o que é recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) foi o cardiologista e nutrólogo Daniel Magnoni, ao lado do endocrinologista Alfredo Halpern. Eles sugeriram a ingestão de pelo menos duas porções por semana para prevenir doenças.

Brasil dobra produção de medicamento contra Chagas
São Paulo - O Brasil vai mais do que dobrar a produção do medicamento contra a doença de Chagas, o Benzonidazol, segundo o Ministério da Saúde. A medida foi adotada a partir de novas demandas de organismos de cooperação internacional. A solicitação, discutida nesta semana, atenderá pacientes da Bolívia, Colômbia, Venezuela, Argentina, Paraguai e Uruguai. Está prevista a entrega de 3.425.000 comprimidos até 31 de dezembro. O país é o único fabricante mundial do produto.
"O Brasil vai atender toda a demanda da OPAs/OMS por medicamentos para Chagas. Queremos participar do esforço mundial em ampliar o acesso a saúde", anunciou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, durante a Conferência Mundial sobre Determinantes Sociais da Saúde, da Organização Mundial de Saúde (OMS). O evento ocorre no Rio de Janeiro até sexta-feira, 21.
O ministro Alexandre Padilha explicou que esta capacidade de atendimento foi resultado de uma articulação do Ministério da Saúde com os laboratórios produtores Lafepe e Nortec, juntamente com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A demanda sobre o produto cresceu 113% em relação à projeção inicialmente realizada pela Organização Panamericana de Saúde (Opas) e o Drugs for Neglected Deseases Initiative (DNDI). Passou de 1,5 milhão de comprimidos para 3,2 milhões - deste total, 1 milhão de comprimidos será para estoque estratégico.
A doença de Chagas é uma doença infecciosa febril causada pelo protozoário Trypanosoma cruzi, que se adquire por meio do contato direto com as fezes do inseto conhecido como "barbeiro". No Brasil, a transmissão vetorial (pelo inseto) domiciliar foi interrompida, mas predominam os casos crônicos. Estima-se que existam entre dois e três milhões de indivíduos infectados. A ocorrência de doença de Chagas aguda (DCA) no País tem sido observada principalmente em decorrência da transmissão oral, por meio de alimentos contaminados.
Equipe AE
"O Brasil vai atender toda a demanda da OPAs/OMS por medicamentos para Chagas. Queremos participar do esforço mundial em ampliar o acesso a saúde", anunciou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, durante a Conferência Mundial sobre Determinantes Sociais da Saúde, da Organização Mundial de Saúde (OMS). O evento ocorre no Rio de Janeiro até sexta-feira, 21.
O ministro Alexandre Padilha explicou que esta capacidade de atendimento foi resultado de uma articulação do Ministério da Saúde com os laboratórios produtores Lafepe e Nortec, juntamente com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A demanda sobre o produto cresceu 113% em relação à projeção inicialmente realizada pela Organização Panamericana de Saúde (Opas) e o Drugs for Neglected Deseases Initiative (DNDI). Passou de 1,5 milhão de comprimidos para 3,2 milhões - deste total, 1 milhão de comprimidos será para estoque estratégico.
A doença de Chagas é uma doença infecciosa febril causada pelo protozoário Trypanosoma cruzi, que se adquire por meio do contato direto com as fezes do inseto conhecido como "barbeiro". No Brasil, a transmissão vetorial (pelo inseto) domiciliar foi interrompida, mas predominam os casos crônicos. Estima-se que existam entre dois e três milhões de indivíduos infectados. A ocorrência de doença de Chagas aguda (DCA) no País tem sido observada principalmente em decorrência da transmissão oral, por meio de alimentos contaminados.
Equipe AE
Via: http://noticias.uol.com.br/ultnot/cienciaesaude/ultimas-noticias/estado/2011/10/19/brasil-dobra-producao-de-medicamento-contra-chagas.jhtm
terça-feira, 18 de outubro de 2011
Mulheres fumantes chegam à menopausa mais cedo
Mulheres fumantes chegam à menopausa alguns anos antes das não-fumantes, de acordo com estudo. Segundo a Reuters, a pesquisa, publicada na revista Menopause próxima ao Dia Mundial da Menopausa (18), também relaciona o consumo de cigarro com maiores riscos de doenças nos ossos e coração.
O estudo observou dados de diversas pesquisas anteriores com mais de seis mil mulheres dos Estados Unidos, Polônia, Turquia e Irã.
Mulheres que não fumavam atingiam a menopausa entre 46 e 51 anos, enquanto as fumantes chegavam ao período entre os 43 e os 50 anos.
Durante a menopausa o ovário feminino para de produzir óvulos e não é mais possível engravidar. Os pesquisadores analisaram outros estudos realizados com um grupo de mulheres com idade entre 50 e 51 anos para identificar as que entraram na menopausa mais cedo e mais tarde. 43% das mulheres que fumavam estavam mais propensas a entrar na menopausa mais cedo.
De acordo com Volodymyr Dvornyk, pesquisador da Universidade de Hong Kong, há um consenso de que mulheres que entram cedo na menopausa têm mais riscos de desenvolver problemas de saúde como osteoporose, doenças cardiovasculares, diabetes, obesidade, Mal de Alzheimer e outras.
Mas entrar na menopausa tarde também pode estar ligado a outros problemas de saúde, visto que o risco de câncer de mama aumenta já que a mulher está há mais tempo exposta ao estrogênio.
Mulheres obesas desenvolvem câncer de mama mais cedo, diz estudo
Mulheres obesas desenvolvem câncer de mama mais cedo, é o que aponta estudo realizado pela Universidade de Granada e publicado na revista espanhola Nutrición Hospitalaria.
Pesquisadores observaram 524 mulheres diagnosticadas com câncer de mama, que se tratam no hospital universitário San Cecilio de janeiro de 2009 a setembro de 2010 em Granada, na Espanha. Eles avaliaram o estado nutricional dessas pacientes (peso normal, obesidade e obesidade mórbida) e sua idade no momento do diagnóstico. Mulheres com histórico familiar de câncer de mama não participaram do estudo.
Os cientistas descobriram que a obesidade feminina está associada a um diagnóstico mais cedo de câncer de mama. A descoberta contrasta com os resultados obtidos em outros estudos que mostravam que indivíduos com mais índice de massa corporal teriam menos riscos de desenvolver a doença.
O estudo também apontou que as mulheres que tiveram a doença diagnosticada muito cedo foram as que começaram a menstruar antes dos 10 anos de idade. Assim, a idade da menarca é determinante no desenvolvimento e diagnóstico de câncer de mama, especialmente em mulheres com obesidade mórbida.
Ainda que fatores genéticos e histórico familiar sejam fatores muito relevantes (cerca de 18% das mulheres obesas tinham fatores genéticos para desenvolver a doença), o estudo prova que a obesidade é um dos fatores para desenvolver o câncer mais cedo.
segunda-feira, 17 de outubro de 2011
Luta contra câncer de mama reúne dezenas em Caminhada Rosa em MT
Atividade faz parte das comemorações mundiais do Outubro Rosa.Portadores da doença e voluntários se uniram na luta contra o câncer.
Do G1 MT
Atividade foi realizada no Parque Mãe Bonifácia emCuiabá. (Foto: Leandra Ribeiro/G1)
Dezenas de pessoas acordaram cedo e se reuniram na manhã desta quarta-feira (12) no Parque Mãe Bonifácia, em Cuiabá, para participar da 1ª Caminhada Amigos do Peito. O evento faz parte da programação do Outubro Rosa, que pretende alertar a população para o combate ao câncer de mama.
A presidente da Associação de Trabalhadores Voluntários Contra o Câncer de Mama em Mato Grosso (MT-MAMMA), Gisele Rios, disse ao G1 que o evento quer sobretudo chamar a atenção para ações de detecção e tratamento do câncer de mama, além de estimular a prática de exercícios para a melhoria da qualidade de vida.
“Hoje a associação conta com mais de 90 pessoas assistidas, que estão em tratamento, e pelo menos 30 voluntários ativos. E todos estão engajados nessa ação inédita. A caminhada é a primeira vez que acontece e tem tudo a ver com a alegria de viver. Queremos distribuir o rosa no parque em forma de alerta e também de amor para essas pessoas”.
Para Eliamar Galdino Figueiredo, de 45 anos, a caminhada representa um novo estilo de vida que começou há sete meses com o tratamento contra o câncer de mama. Há um ano ela descobriu que tinha a doença e afirma que teve dificuldades para lidar com a doença. No entanto, com o apoio da MT-MAMMA, Eliamar se adaptou à nova realidade.
“Quando eu descobri que estava com câncer, já era tarde. Nunca fiz o auto exame, então foi perca total e me entreguei completamente. Mas hoje é diferente. Hoje eu quero viver”, disse, aoG1. Eliamar explica que conheceu a associação por meio do projeto Café com Carinho, desenvolvido no Hospital do Câncer de Cuiabá.
Para Maria de Jesus, de 41 anos, que também participou do evento no parque nesta manhã, a Caminhada Amigos do Peito incentiva a busca por orientação médica, principalmente no caso do câncer de mama. “Não tenho nenhum caso na minha família de alguém que tenha câncer de mama. Mas hoje, ao chegar ao parque, me deparei com o evento e achei importante. Hoje em dia, o câncer é um problema tão comum que não abala mais como antes. Mas esse evento serve para chamar atenção para isso”, disse a pedagoga.
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