terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Alimentação é uma das causas da enxaqueca

Laticínios, chocolate, frutas ácidas entre outros seriam os responsáveis pelo mal estar
 
 
A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que 90% das pessoas sofram com dor de cabeça.
Inúmeras são as causas que a provocam, mas dentre elas está o que você come. A ocorrência das enxaquecas está relacionada com a alimentação, diz a OMS.

A enxaqueca não se apresenta apenas como uma enorme dor de cabeça. Ela geralmente envolve apenas um dos lados da cabeça. Sua dor é forte, latejante e constante. Muitas vezes vem acompanhada de náuseas.

Segundo a OMS, um dos responsáveis em causar essa dor a quem já tem uma predisposição a ter enxaqueca são alguns alimentos.

Os que causam a enxaqueca são:

Laticínios (leite de vaca magro ou gordo, queijo, iogurte etc.)
. ovos
. chocolate
. frutas ácidas
. carne de vaca, porco, galinha, peixe etc.
. trigo
. amendoins
. tomates
. cebolas
. banana
. maçã

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Cafeína ajuda a fortalecer músculos na terceira idade


Por essa razão consumo de café e refrigerantes beneficiam idosos




Uma boa notícia para idosos que são amantes de café e refrigerantes. As duas bebidas são benéficas para a terceira idade, pois ajudam a manter a força muscular e consequentemente colaboram na prevenção de quedas que são comuns nessa etapa da vida. Tudo graças à cafeína, encontrada tanto no café quanto no refrigerante e que ajudam os músculos a produzir força.

O estudo que detectou esse benefício proporcionado pela cafeína foi realizado pela Coventry University, no Reino Unido. Os pesquisadores isolaram músculos de camundongos em diferentes faixas de idade, de jovens a idosos. Dois músculos que podem ser controlados voluntariamente foram estudados: o diafragma, usado na respiração; e um músculo da perna chamado extensor digitorum longus (EDL), usado na locomoção. Ambos tiveram melhor performance após o uso da cafeína.

Como em estudos anteriores apontaram que o excesso de cafeína poderia dificultar a absorção de cálcio no organismo, nutriente vital para a sustentação dos ossos, as conclusões desse novo estudo serão apresentadas na Society for Experimental Biology este mês.

Alcoolismo antecipa em 15 anos AVC hemorragico

Consumo abusivo de álcool aumenta pressão sanguínea e favorece rompimento das artérias.
 
 

Pesquisadores da Universidade de Lille-Nord, na França, descobriram que indivíduos que ingerem mais de três doses de bebidas alcoólicas por dia podem correr o risco de sofrer um AVC com quase 15 anos de antecedência, se comparados com as pessoas que não fazem uso pesado de álcool. Os resultados foram publicados essa semana na revisa Neurology, editada pela Academia Norte-Americana de Neurologia.

O estudo incluiu entrevistas sobre os hábitos de consumo de 540 pessoas, com idade média de 71 anos, que haviam sofrido AVC com hemorragia intracerebral, ou AVC hemorrágico. Os médicos também entrevistaram os cuidadores e familiares a respeito dos hábitos dos participantes. Um total de 137 pessoas (25%) apresentou comportamento de consumo pesado de álcool, três ou mais doses de bebidas alcóolicas por dia, ou o equivalente a 47,3 mililitros diários de álcool puro. Os participantes também foram submetidos a exames cerebrais de tomografia computacional e seus prontuários médicos foram revisados.

O estudo revelou que os indivíduos habituados ao consumo pesado de álcool sofreram AVC com uma idade média de 60 anos - aproximadamente 15 anos antes da idade média dos demais participantes. Os pesquisadores também notaram que os bebedores pesados que sofreram um AVC antes dos 60 anos corriam um maior risco de morrer, se comparados com o outro grupo. O AVC hemorrágico é causado por um sangramento no cérebro, em vez de um coágulo de sangue, como ocorre no AVC isquêmico.

Acerte nos hábitos e previna um derrame cerebral

No Brasil, o AVC mata mais que o infarto: são mais de 100 mil pessoas por ano, segundo o Ministério da Saúde. "Além de consumo abusivo de álcool, existem outros fatores de risco para a doença que podem ser evitados", alerta o neurologista Maurício Hoshino, do Hospital das Clínicas e Santa Catarina. Conheça esses fatores e saiba como combatê-los:

Pressão alta
O neurologista André Lima, do Hospital Barra D'or, explica que as paredes internas das artérias sofrem traumas por causa do fluxo do sangue mais forte decorrente da hipertensão. "Esses traumas formam pequenos ferimentos nas paredes, que podem obstruir a passagem do sangue (AVC isquêmico) ou romper a parede da artéria (AVC hemorrágico)", afirma. É possível controlar a doença com medicação e hábitos saudáveis.

Tabagismo
Substâncias do cigarro fazem com que a coagulação do sangue aumente. Com isso, o sangue fica mais grosso e fluxo nas artérias, por sua vez, fica prejudicado, aumentando as chances de um derrame.

Diabetes
O excesso de glicose no sangue (característica do diabetes) aumenta a coagulação do sangue, que fica mais viscoso. "Isso diminui o fluxo de sangue das artérias e pode levar a um AVC", afirma André Lima. Mas vale lembrar que esse problema pode ser controlado com tratamento médico regular e hábitos de vida saudáveis.

"Placas de colesterol e conteúdos gordurosos se depositam lentamente na artéria, fazendo com que ela se feche aos poucos e impeça a passagem de fluxo sanguíneo", afirma Maurício Hoshino. Esse processo provoca arteriosclerose (endurecimento das artérias) e prejudica a oxigenação do cérebro, aumentando o risco de AVC.

Sedentarismo e obesidade
"Pressão alta, colesterol elevado, diabetes e doenças cardiovasculares são complicações decorrentes do excesso de peso e precisam ser prevenidas e controladas com bons hábitos, o que inclui atividade física regular e uma alimentação saudável", diz Maurício Hoshino.

DST: Clamídia

 

 Clamídia é a doença sexualmente transmissível (DST) de maior prevalência no mundo. Ela é causada pela bactéria Chlamydia trachomatis, que pode infectar homens e mulheres e ser transmitida da mãe para o feto na passagem pelo canal do parto.
A infecção atinge especialmente a uretra e órgãos genitais, mas pode acometer a região anal, a faringe e ser responsável por doenças pulmonares.
A clamídia é uma das causas da infertilidade masculina e feminina.
Nos homens, a bactéria pode causar inflamações nos epidídimos (epididimite) e nos testículos (orquite), capazes de promover obstruções que impedem a passagem dos espermatozoides. Nas mulheres, o risco é a bactéria atravessar o colo uterino, atingir as trompas provocar a doença inflamatória pélvica (DIP).
Esse processo infeccioso pode ser responsável pela obstrução das trompas e impedir o encontro do óvulo com o espermatozoide, ou então dar origem à gravidez tubária (ectópica), se o ovo fecundado não conseguir alcançar o útero.
Mulher infectada pela Chlamyda trachomatis durante a gestação está mais sujeita a partos prematuros e a abortos. Nos casos de transmissão vertical na hora do parto, o recém-nascido corre o risco de desenvolver um tipo de conjuntivite (oftalmia neonatal) e pneumonia.
Sintomas
O período de incubação é de aproximadamente 15 dias, fase em que é possível o contágio.
A infecção pode ser assintomática. Quando os sintomas aparecem, são parecidos nos dois sexos: dor ou ardor ao urinar, aumento do número de micções, presença de secreção fluida. As mulheres podem apresentar, ainda, perda de sangue nos intervalos do período menstrual e dor no baixo ventre.
Diagnóstico
Os sinais e sintomas da clamídia podem ser isolados e pouco aparentes o que dificulta o diagnóstico precoce. Em geral, as pessoas procuram o médico, quando surgem as complicações. O exame de urina, da secreção uretral e do material obtido por esfregaço na uretra (nas mulheres, também o material colhido no colo do útero) e o exame para detectar os anticorpos anticlamídia (IgM) são de extrema importância.
Prevenção e tratamento
Não existe vacina contra a clamídia. A única forma de prevenir a transmissão da bactéria é o sexo seguro com o uso de preservativos.
Uma vez instalada a infecção, o tratamento consiste no uso antibióticos específicos (azitromicina, doxiciclina, eritromicina, minociclina, por exemplo) e deve incluir o/a parceiro/a para evitar a reinfecção. É recomendável suspender as relações sexuais nesse período.
Recomendações
* Pratique sexo seguro;
* Procure o médico, assim que manifestar algum sintoma que possa sugerir uma doença sexualmente transmissível. Clamídia e gonorreia são infecções que, com frequência, estão associadas;
* Evite o contato sexual com múltiplos parceiros;
* Siga criteriosamente a orientação do médico sobre a duração do tratamento e as doses dos medicamentos


quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Candidíase



                  


Candidíase ou monolíase é uma infecção provocada por fungos – o mais frequente é a Cândida albicans – que pode acometer as regiões inguinal, perianal e o períneo. Apesar de não ser considerada uma doença sexualmente transmissível, pode ser transmitida através de relações sexuais. Mulheres e homens podem desenvolver a infecção.
Geralmente, a candidíase está associada à queda da imunidade, ao uso de antibióticos, anticoncepcionais, imunossupressores e corticoides, à gravidez, diabetes, alergias e ao HPV (papiloma vírus).
Sintomas
a) Nas mulheres
* Coceira na vagina e no canal vaginal;
* Corrimento branco, em grumos, parecido com a nata do leite;
* Ardor local e para urinar;
* Dor durante as relações sexuais.
b) Nos homens
* Pequenas manchas vermelhas no pênis;
* Edema leve;
* Lesões em forma de pontos;
* Prurido (coceira). Em casos mais graves distúrbios gastro-intestinais, respiratórios e outros problemas dermatológicos podem aparecer.
Diagnóstico
É feito pelo exame clínico ginecológico, de laboratório e pelo exame de Papanicolaou.
Tratamento
O primeiro passo para o tratamento da candidíase é determinar as causas combatê-las e evitar recidivas.
Isso posto, são úteis os antimicóticos e pomadas antifúngicas de uso local, Quando eles não são suficientes, a conduta é prescrever medicamentos por via oral por tempo mais prolongado.
Recomendações
* Procure alimentar-se equilibradamente e levar vida saudável;
* Evite o consumo de bebidas alcoólicas e não fume;
* Use camisinha em todas as relações sexuais;
* Não se descuide da higiene íntima;
* Evite roupas justas demais e de material sintético;
* Prefira o papel higiênico branco e sem perfume;
* Não use absorventes internos;
* Siga criteriosamente as recomendações de seu médico. Não suspenda o uso dos medicamentos sem sua recomendação.

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Consumir café em excesso reduz chance de gravidez assistida

 



Se você anda tentando engravidar através da fertilização in vitro, diminua o café. Em excesso a bebida reduz a chance de sucesso no tratamento. O alerta foi dado na reunião anual da Sociedade Europeia de Reprodução Humana e Embriologia.

O estudo, realizado pelo Clínica de Fertilidade do Hospital Universitário Aarchus, na Dinamarca, apontou que o café causou redução da taxa de gravidez clínica numa porcentagem de 50% e da taxa de nascidos vivos em 40%.

O estudo acompanhou 3.959 mulheres, que responderam sobre o consumo de café logo no início do tratamento (e no início de cada ciclo subsequente). Nenhum efeito foi observado quando os pacientes relataram o consumo de menos de cinco xícaras de café.

Baseado nesses resultados os cientistas recomendam que mulheres que estejam tentando a fertilização não bebam mais do que cinco xícaras da bebida por dia quando estiverem realizando o tratamento.

Dieta cardioprotetora ensina a comer bem e proteger o coração






Doenças cardiovasculares, como infarto e AVC, são a principal causa de morte da população brasileira. Segundo números de 2011 da Organização Mundial de Saúde (OMS), cerca de 33% dos óbitos no país são decorrentes desses problemas. Com dados tão alarmantes, nunca é demais falar sobre o coração.

Frente a essa realidade, o Hospital do Coração (HCor) em parceria com o Ministério da Saúde tem trabalhado para elaborar cardápios que protejam o sistema cardiovascular, sejam acessíveis e respeitem as diferenças regionais do país. A intenção do projeto é adaptar a famosa dieta mediterrânea, conhecida por ser benéfica ao coração, aos hábitos alimentares da população brasileira. "A variedade de frutas, legumes disponíveis, o hábito de comer iogurte e outros laticínios contribuem para criação de combinações saudáveis", afirma a nutricionista Maria Beatriz, do Hospital do Coração.

Confira a seguir o que não pode faltar na sua dieta cardioprotetora.

Frutas
"Recomenda-se consumir de três a cinco porções de frutas diariamente, mas grande parte da população brasileira não consome sequer um exemplar do alimento por dia", diz a nutricionista Maria Beatriz, do Hospital do Coração. E em um país com tanta variedade, não há justificativa para a falta de disciplina.

Alguns exemplos de frutas benéficas para o coração são o açaí, que oferece gorduras relacionadas à redução do colesterol ruim; a jabuticaba, rica em flavonoides que impedem a formação de coágulos e ajudam a reduzir a pressão arterial; a melancia, que combate a aterosclerose (formação de placas gordura nos vasos sanguíneos) e o cupuaçu, que graças à fibra solúvel pectina ajuda a manter bons níveis de colesterol.

Hortaliças
Legumes e verduras também devem estar presentes nas principais refeições do dia, totalizando quatro ou cinco porções diárias, de acordo com o nutrólogo Roberto Navarro, da Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN). Os benefícios dessa categoria de alimentos não se dão apenas pelos nutrientes neles encontrados individualmente, mas principalmente porque quanto mais hortaliças você colocar no prato, menos espaço terá para opções gordurosas e calóricas.

O grande benefício dessa categoria de alimentos está no fato de que eles têm poucas calorias e baixíssimo teor de gorduras. Eles ainda oferecem boa quantidade de fibras e vitaminas. Tanto a rúcula, rica nas vitaminas A e C, quanto a couve, fonte das vitaminas C e E, e o tomate, que contém licopeno, funcionam como antioxidantes, impedindo a ação de radicais livres, substâncias que favorecem o envelhecimento celular. Fique atento apenas aos temperos. Prefira ervas naturais e evite o sal, que favorece a hipertensão.

Óleos vegetais
Um dos alimentos com maior destaque na dieta mediterrânea é o azeite. "Aqui no Brasil, entretanto, esse alimento costuma ser muito caro, daí a substituição por óleos vegetais", explica a nutricionista Maria Beatriz.

O óleo de soja é um ácido graxo poli-insaturado, rico em vitamina E, ômega 6 e ômega 3, que ajuda a regular os níveis de colesterol e, assim, a proteger o coração. O de canola, um pouquinho mais caro, é a melhor fonte de ômega 3. O óleo de girassol, por sua vez, contém além do ômega 3 e ômega 6, vitamina E e gorduras monoinsaturadas, que aumentam o bom colesterol (HDL) e reduzem o mau colesterol (LDL). Mas não abuse, a ingestão excessiva desses ou de outros óleos prejudica o funcionamento do coração ao favorecer a formação de placas de gordura que atrapalham a circulação do sangue.

Oleaginosas
Oleaginosas são grandes aliadas do coração por serem fonte de gorduras benéficas, o que ajuda a controlar o colesterol e, consequentemente, proteger o sistema cardiovascular. Há grande variedade desses alimentos, mas os valores costumam ser altos. Por isso, a nutricionista Maria Beatriz recomenda o consumo da castanha de caju e da castanha do Pará, que por serem de origem brasileira, costumam ser mais em conta. Quem pode arcar com uma despesa maior, pode investir nas nozes, no pistache e na avelã.

Laticínios
"O consumo de laticínios também é fundamental para uma dieta equilibrada", afirma o nutrólogo Roberto. Felizmente, leite, iogurte e queijos são bastante consumidos pelos brasileiros. O problema é que os consumidores costumam investir nas versões tradicionais desses produtos, que são ricas em gorduras.

Assim, o leite integral e o iogurte deveriam ser substituídos pela versão desnatada. Os nutrientes de um e de outro são praticamente os mesmos, mas as taxas de lipídios são bem menores. Já a manteiga, que sempre ficou à frente da margarina por não conter gordura trans, agora deve ser deixada em segundo lugar. A margarina teve sua composição modificada e, agora, quase não apresenta esse nutriente em sua composição. A manteiga, por sua vez, é de origem animal - por isso, rica em gorduras saturadas e vilã no controle do colesterol.

Cereais
Dentre os cereais, um dos principais amigos do peito é a aveia, afirma a nutricionista Maria Beatriz. O alimento é fonte de uma fibra insolúvel nomeada betaglucana, que melhora a circulação e inibe a absorção de gordura pelo organismo. A aveia reduz as concentrações de colesterol, triglicerídeos e lipídios totais, favorecendo a saúde cardiovascular. Além dela, existem cereais ricos em gorduras benéficas, como a linhaça, e que favorecem a saciedade, como o centeio. Neste caso, o benefício para o coração é indireto, já que retardando a sensação de fome, o cereal auxilia na manutenção de um peso saudável.

Carnes
A dieta mediterrânea tem ainda uma última lição para quem quer cuidar do coração: reduzir o consumo de carne vermelha. "Isso porque ela privilegia a ingestão de peixes, que são ricos em gorduras boas para a saúde cardiovascular", afirma a nutricionista Maria Beatriz. A profissional diz, entretanto, que a recomendação não consegue ser mantida por muito tempo no Brasil, já que essas carnes costumam ser mais caras. Mas tem como deixar sua carne vermelha mais saudável: um churrasco, por exemplo, continua gostoso mesmo intercalando os espetinhos de carne com outros de legumes. Fuja ainda dos embutidos, como salsicha e salame, que são riquíssimos em gordura e sódio, vilões do coração.

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Stress dos pais é fator de risco para obesidade entre os filhos

Pesquisa americana ainda relacionou o stress dos pais a um maior consumo de fast-food das crianças

http://veja2.abrilm.com.br/assets/images/2012/10/104767/pai-estressado-filhos-familia-20121022-size-598.jpg?1350906308 

Um estudo publicado nesta segunda-feira na revista Pediatrics sugere que o stress dos pais é um importante fator de risco para a obesidade entre os filhos. A pesquisa, desenvolvida no Hospital Infantil da Filadélfia, nos Estados Unidos, ainda mostrou que o stress entre esses adultos pode aumentar o consumo de fast-food entre as crianças, comportamento que está associado a um maior risco de diversas doenças, entre elas a hipertensão e a síndrome metabólica.

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

SUS reduz idade mínima para cirurgia bariátrica


Adolescentes de 16 anos poderão passar pelo procedimento, segundo a Saúde


O Ministério da Saúde vai reduzir a idade mínima para a realização de cirurgia bariátrica de 18 para 16 anos pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A mudança integra um conjunto de medidas sobre o tratamento, que deverá ser colocado em prática a partir do próximo ano. O pacote também inclui a obrigatoriedade de cinco exames antes da operação e a oferta de mais uma cirurgia plástica indicada para pacientes que perderam peso. Além da correção do abdome, a rede pública passará a oferecer a reparação na área dorsal a essas pessoas.

Higiene demais pode resultar em alergias





Álcool em gel e sabonetes antibacterianos são muito usados para eliminar as bactérias e afastar o risco de contaminação. No entanto, o Dr. Leonard Bielory, professor da Universidade Rutgers e médico da Robert Wood Johnson University Hospital, garante que usar estes produtos de higiene nas primeiras fases da vida pode resultar em alergias. As informações são do site da rádio 101.5 de New Jersey.
— O sistema imunológico precisa ser exposto às bactérias para que possa aprender a combatê-las. Se o ambiente for estéril, nada estimulará a resposta imune do organismo e, consequentemente, ele estará mais suscetível às alergias.
Isso significa, segundo o Dr. Bielory, que um ambiente estéril, pode não ser tão saudável quanto as pessoas imaginam.
— É claro que um ambiente ultralimpo é importante para uma criança com algum tipo de imunodeficiência, mas no caso de crianças saudáveis seu sistema imunológico precisa ser estimulado para combater infecções. Essa é uma das razões que damos vacinas.
Para o especialista, uma criança no início da vida exposta a um ambiente “sujo” tem menos chances de desenvolver alergias graves na fase adulta. Mas, ele ressalta que isso não se aplica quando os pequenos estão doentes.
— Quando a criança está resfriada, por exemplo, é fundamental higienizar as mãos para diminuir a chance de transmissão da doença. Caso contrário, não é necessário usar álcool em gel ou sabonetes antibacterianos.
O médico acrescenta que a regra de ouro é ao tossir cobrir a boca com o braço ou um lenço em vez das mãos e lavá-las regularmente quando se está doente. Caso contrário, a recomendação é usar água e sabão.

Via: http://noticias.r7.com/saude/higiene-demais-pode-resultar-em-alergias-17102012

terça-feira, 16 de outubro de 2012

DST: Gonorréia

 
 
 
 Gonorreia, também chamada de blenorragia, uretrite gonocócica, esquentamento, é uma doença infectocontagiosa sexualmente transmissível (DST), causada pela bactéria Neisseria gonorrheae, que infecta especialmente a uretra, canal que liga a bexiga ao meio externo.
Eventualmente, essa bactéria se dissemina pela corrente sanguínea, agride as grandes articulações ou causa feridas na pele. Ela pode também ser transmitida para a criança pela mãe no momento do parto. A prática de sexo oral e de sexo anal pode levá-la para a região anal e da orofaringe, resultando em obstrução do canal anal e alterações da voz.
Sintomas
A partir do momento em que penetra no canal da uretra, a bactéria da gonorreia provoca inflamação local, infecção, dor ou ardor ao urinar e saída de secreção purulenta através da uretra.
Nos homens, em geral, a doença provoca sintomas mais aparentes (secreção purulenta, ardor, eritema), mas, nas mulheres, pode ser assintomática.
Diagnóstico

O período de incubação que vai desde a relação desprotegida, sem preservativo, até as primeiras manifestações da doença, é curto; às vezes de 24 horas. Por isso, uma das maneiras de fazer o diagnóstico clínico da doença é perguntar quanto tempo depois da relação sexual apareceu a lesão e se a secreção lembra pus e está manchando as roupas íntimas.
O histórico do paciente acompanhado do exame clínico pode definir o diagnóstico de gonorréia e a comprovação é feita através de exames laboratoriais específicos.
Normalmente, não se colhe o pus que é eliminado, porque já sofreu a ação de enzimas e nem sempre contém bactérias. Despreza-se esse primeiro pus e colhe-se o material diretamente da uretra. É um exame rápido – em 15 minutos, está pronto o resultado – barato e indolor, mas importantíssimo para definir o agente etiológico da doença.
Tratamento
A penicilina benzatina usada no passado já não mata mais a Neisseria gonorrheae, porque a automedicação foi selecionando cepas cada vez mais resistentes. Por isso, atualmente, utilizamos a azitromicina e uma série de outros antibióticos, mas damos preferência às medicações ministradas em doses únicas assistidas, ou seja, o paciente toma o remédio na frente do médico.
O tratamento da gonorreia é simples, barato e está disponível gratuitamente na maioria dos postos de saúde.
Não tratada, a gonorreia pode atingir vários órgãos. Nos homens, a infecção alcança o testículo e o epidídimo e pode causar infertilidade. Nas mulheres, chega ao útero, às trompas e aos ovários e provoca um processo inflamatório que, além da infertilidade, é responsável por uma complicação grave, às vezes, fatal, chamada doença inflamatória da pélvis.
Recomendações
* Use preservativos nas relações sexuais. Essa é a única forma de evitar o contágio com a bactéria da gonorreia;
* Procure assistência médica ao primeiro sinal de corrimento ou secreção purulenta, coceira ou ardor ao urinar;
* Siga rigorosamente a prescrição médica para ter certeza de que a bactéria foi eliminada por completo.

Recém-nascidos de mães soropositivas terão novo medicamento para prevenir a transmissão do HIV



A Nota Técnica publicada no dia 28 de setembro pelo Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais. | Foto: KidStock/Blend Images/Corbis

Os recém-nascidos filhos de mães vivendo com HIV e aids que não receberam antirretrovirais durante a gestação terão mais um recurso para reduzir o risco da transmissão do HIV de mãe para filho (transmissão vertical), com a introdução de um novo medicamento (nevirapina) no esquema de profilaxia. A novidade foi publicada no último dia 28 de setembro em Nota Técnica do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde.
“O novo medicamento faz parte de uma série de intervenções implantadas pelo MS para reduzir a transmissão vertical no país. Nos últimos 12 anos, conseguimos uma queda de 49,1% no número absoluto de casos de aids em crianças menores de 5 anos de idade. A meta é eliminar a transmissão vertical do HIV até 2015”, explica o diretor do Departamento Dirceu Greco.
O ministério irá disponibilizar para cada estado quantitativo de nevirapina xarope suficiente para atender às necessidades, considerando a média de partos realizados em mães soropositivas que não receberam antirretrovirais na gestação. O medicamento deverá ter sua primeira dose nos recém-nascidos ainda na maternidade, até 48 horas após o nascimento, no total de 3 doses ao longo da primeira semana de vida, de acordo com orientações descritas na nota técnica do ministério. Após a medicação, os recém-nascidos deverão ser encaminhados da maternidade para a primeira avaliação laboratorial e clínica, em serviço de assistência especializada em HIV/aids (SAE) até o 15º dia de vida.
A definição de incorporação do medicamento foi feita em consonância com a Comissão Assessora de Terapia Antirretroviral em Crianças e Adolescentes Infectados pelo HIV e a Comissão Assessora de Prevenção da Transmissão Vertical do HIV, Sífilis, Hepatites Virais e HTLV do Ministério da Sáude. Estudo recente demonstrou a superioridade na redução da transmissão vertical com a associação da nevirapina ao uso do AZT solução oral, único medicamento utilizado atualmente. A medida entra em vigor imediatamente

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

10 dicas para se proteger do câncer

Informações que valem a pena relembrar sempre!


 
Você sabia que 80% dos casos de câncer estão relacionados ao meio ambiente, no qual encontramos um grande número de fatores de risco? Entende-se por ambiente o meio em geral (água, terra e ar), o ambiente ocupacional (indústrias químicas e afins), o ambiente de consumo (alimentos e medicamentos) e o ambiente social e cultural (estilo e hábitos de vida).
E os fatores hereditários? São raros os casos de cânceres que se devem exclusivamente a fatores hereditários, familiares e étnicos, apesar de o fator genético exercer um importante papel na oncogênese.
Depois dessa explicação, olhe com atenção as 10 dicas para se proteger do câncer: 
1 Não fume! Essa é a regra mais importante para prevenir o câncer. Ao fumar, são liberadas no ambiente mais de 4.700 substâncias tóxicas e cancerígenas que são inaladas por fumantes e não fumantes. Parar de fumar e de poluir o ambiente fechado é fundamental para a prevenção do câncer.
2 Uma alimentação saudável pode reduzir muito o risco de câncer. Coma mais frutas, legumes, verduras, grãos e cereais integrais, leite e derivados desnatados, e menos alimentos gordurosos, salgados e enlatados. Sua dieta deve conter, diariamente, pelo menos cinco porções de frutas, verduras e legumes. Evite frituras, salgadinhos, carne de porco, carne vermelha com gordura aparente, pele de frango, embutidos, como linguiça, salsicha e salame, e gordura hidrogenada. Apesar de o azeite ser um tipo de gordura mais saudável, não deve ser exposto a altas temperaturas. Prefira alimentos cozidos e assados.
3 Faça 30 minutos diários de atividade física, leve ou moderada. A atividade física protetora consiste na iniciativa de se movimentar, de acordo com a rotina de cada um. Você pode, por exemplo, trocar o elevador pelas escadas, levar o cachorro para passear, cuidar do jardim, varrer a casa, caminhar ou dançar.
4 Já está comprovado que estar acima do peso aumenta as chances de uma pessoa desenvolver câncer. Por isso, é importante controlar o peso por meio de uma boa alimentação e manter-se ativo.
5 As mulheres com idade entre 25 e 64 anos devem realizar exame preventivo ginecológico. Após dois exames normais seguidos, deverá realizar um exame a cada três anos. Para os exames alterados, deve-se seguir as orientações médicas.
6 As mulheres com 40 anos ou mais devem realizar o exame clínico das mamas anualmente. Aquelas que estiverem entre 50 e 69 anos devem realizar ainda a mamografia a cada dois anos. Esses exames devem ser feitos mesmo que mulher não perceba nenhum sintoma. Se uma pessoa da família – principalmente a mãe, irmã ou filha – teve esta doença antes dos 50 anos de idade, a mulher tem mais chances de desenvolver um câncer de mama. Quem já teve câncer em uma das mamas ou câncer de ovário, em qualquer idade, deve ficar mais atenta. Nestes casos, a partir dos 35 anos, o exame clínico das mamas e a mamografia devem ser feitos uma vez por ano.
7 Evite ou limite a ingestão de bebidas alcoólicas. Os homens não devem tomar mais do que duas doses por dia, enquanto as mulheres devem limitar este consumo a uma dose. Isso corresponde a um copo de cerveja ou a uma taça de vinho.
8 É recomendável que mulheres e homens, com 50 anos ou mais, realizem exame de sangue oculto nas fezes a cada um ou dois anos.
9 Evite exposição prolongada ao sol entre 10h e 16h, e use sempre proteção adequada, como chapéu, barraca e protetor solar. Se for inevitável a exposição ao sol durante a jornada de trabalho, use chapéu de aba larga, camisa de manga longa e calça comprida.
10 Faça diariamente a higiene oral (escovação dos dentes e da língua) e consulte o dentista regularmente.
Você sabe o que é Câncer?
Câncer é o nome dado a um conjunto de mais de 100 doenças que têm em comum o crescimento desordenado de células, que invadem tecidos e órgãos. Dividindo-se rapidamente, estas células tendem a ser muito agressivas e incontroláveis, determinando a formação de tumores malignos, que podem espalhar-se para outras regiões do corpo. As causas de câncer são variadas, podendo ser externas ou internas ao organismo, estando inter-relacionadas.
As causas externas referem-se ao meio ambiente (já explicado no início deste post). Já as causas internas são, na maioria das vezes, geneticamente pré-determinadas, e estão ligadas à capacidade do organismo de se defender das agressões externas. Os tumores podem ter início em diferentes tipos de células. Quando começam em tecidos epiteliais, como pele ou mucosas, são denominados carcinomas. Se o ponto de partida são os tecidos conjuntivos, como osso, músculo ou cartilagem, são chamados sarcomas.

Está nas suas mãos reduzir os riscos de desenvolver a doença. Mude seus hábitos, escolha a Saúde! Todas as informações acima constam na cartilha e no site do Instituto Nacional de Câncer (INCA)

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Vírus da família da varíola pode combater tumores de mama


Além de infectar e atacar as células de câncer, o novo vírus inibiu o crescimento de vasos sanguíneos que alimentassem o tumor


O vírus Vaccinia já tem seu lugar garantido na história da medicina. Bastante semelhante ao vírus da varíola, ele causa uma forma mais branda e não letal da doença. Por causa dessa similaridade, ele foi usado para confeccionar vacinas contra a doença - as vacinas contra a varíola, aliás, foram as primeiras a serem confeccionadas na história da medicina e é justamente por causa do vírus que o método de proteção ganhou este nome. Graças às vacinas, a varíola tornou-se a primeira doença a ser erradicada pela ciência. Agora, pesquisadores do Centro de Câncer do Memorial Sloan-Kettering, nos Estados Unidos, estão tentando modificar o vírus Vaccinia para que ele mate as células do câncer de mama triplo negativo (TNBC na sigla em inglês), uma forma bastante agressiva do tumor.

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Câncer de mama: diagnóstico precoce é fundamental



Muitos não sabem, mas o câncer mais comum no mundo e mais frequente entre as mulheres, com uma estimativa de mais 1,15 milhão de novos casos e responsável por 411.093 mortes a cada ano,  é o de mama. Essa doença acomete as células da mama e a maioria está presente nos ductos mamários (tubos que transportam o leite até os mamilos). Os restantes dos cânceres de mama são aqueles que começam nas glândulas, chamados lóbulos mamários ou em algum tecido de sustentação da mama.
O principal sintoma na detecção deste tipo de câncer é o nódulo, um caroço na mama. Mais de 70% dos tumores têm esta apresentação. Pode acontecer também de ter uma alteração do formato, do tamanho ou alteração da pele que reveste a mama, desde vermelhidão ao envelhecimento, e outras características da aureola ou posição do mamilo. Um sintoma não muito comum é o aparecimento de caroços embaixo da axila.
Segundo o técnico da Divisão de Apoio à Rede de Atenção Oncológica do Inca Ronaldo Corrêa, o risco do câncer de mama aumenta conforme a idade. “É raro a doença acometer mulheres abaixo de 35 anos. O percentual nesses casos é de 5%. Entre 35 e 40 anos, o percentual fica em torno de 7%. O maior percentual é para as mulheres acima de 50 anos, em torno de 80%. A partir de 80 anos, a curva de incidência começa a diminuir e os casos são reduzidos”, afirma.
Evitar a obesidade adotando hábitos saudáveis, como dieta equilibrada e a prática regular de exercícios físicos, é uma recomendação básica para prevenir o câncer de mama, já que o excesso de peso aumenta o risco de desenvolver a doença. Outros fatores de risco para esse tipo de câncer são a ingestão de álcool e a a exposição a radiações ionizantes em idade inferior aos 35 anos.
Detecção Precoce – Os programas de rastreamento para detecção precoce do câncer de mama indicam que o exame da mamografia seja feito a partir dos 50 até os 69 anos de idade, uma vez a cada dois anos. Para mulheres mais jovens, a melhor forma de prevenção é o exame de toque, com investigação profunda de qualquer sintoma suspeito.
Programa Nacional de Controle do Câncer de Mama do Inca prevê a ampliação da cobertura de mamografia, o aumento do percentual de mamografia de qualidade e da proporção de mulheres com diagnóstico de câncer que iniciam tratamento em até 60 dias – reduzindo a mortalidade. No Brasil, estimam-se 52.680 novos casos em 2012/2013.

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Idosos sofrem com a perda de audição



A população está ficando cada vez mais velha, mudando o desenho da pirâmide etária. Em 1960, aproximadamente 4,7% dos brasileiros tinham 60 anos ou mais, percentual que corresponde a cerca de 3,3 milhões de pessoas. Em 2010, este número passou dos 20 milhões, o equivalente a 10,8% da população brasileira. Os dados são dos censos demográficos de 1960 e de 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os idosos têm até uma data especial para comemorar – o Dia Internacional da Terceira Idade, celebrado no dia 1º de outubro.

O passar dos anos proporciona acúmulo de experiências e conhecimento e o ser humano passa por um processo natural de envelhecimento físico. Cada órgão é afetado de uma maneira diferente, mas todo o corpo passa pelas mudanças ditadas pelo relógio biológico. “A genética, o ambiente, a alimentação e as emoções influenciam o envelhecimento, acelerando ou retardando este processo. A audição é um dos sistemas que são alterados com o envelhecimento”, afirma a otorrinolaringologista e otoneurologista Rita de Cássia Cassou Guimarães.

A deficiência auditiva na terceira idade é conhecida como presbiacusia. A partir dos 50 anos, as células auditivas começam a encerrar seu ciclo de vida e o organismo não é capaz de repor as unidades celulares que morreram. O resultado é perda de audição. “A perda é progressiva e ocorre de maneira lenta. Se estiver associado a outras doenças ou a hábitos que causam danos aos ouvidos, como a exposição intensa a ruídos, o uso de fones de ouvido ou de medicamentos tóxicos a audição, o quadro pode avançar para surdez”, explica.

O ouvido possui a parte externa, a média e a interna. A externa é composta pela orelha, pelo canal auditivo e pela membrana do tímpano. A abertura da tuba auditiva, o martelo, a bigorna e o estribo ficam localizados no ouvido médio. O labirinto, formado pela cóclea e pelo vestíbulo, fica na parte interna. “Dentro do labirinto há um líquido chamado endolinfa, que se movimenta e estimula as células sensoriais. Os estímulos servem para informar a posição do corpo no espaço. Quando as vibrações do ar chegam à cóclea, elas são transformadas em impulsos nervosos”, esclarece.

Os impulsos passam pelo nervo auditivo e são enviados até o cérebro, responsável pela decodificação dos sinais e interpretação dos sons. Quando os sons não são ouvidos perfeitamente, há perda de audição, que pode ser classificada em leve, moderada e severa. “Os sons abaixo da faixa dos 40 decibéis não são detectados na perda leve e o indivíduo tem dificuldade para compreender a fala de outras pessoas. No nível moderado, a perda exige o uso de aparelho auditivo, já que os ouvidos não são capazes de ouvir sons abaixo de 70 decibéis”, ressalta.

Quando não é possível ouvir barulhos abaixo de 90 decibéis, a perda é severa e em alguns casos o aparelho auditivo não é suficiente para compensar o problema, sendo necessário o uso de linguagem gestual. Na perda profunda, o ouvido não capta os sons e a comunicação é feita por meio de leitura labial e gestos. “Ter uma boa audição é fundamental para a comunicação e para a segurança de uma pessoa, já que os sons também servem como sinal de alerta contra perigos. Os idosos com deficiência auditiva tendem a se isolar e a evitar participação na vida social”, observa.

Os principais sintomas da presbiacusia são dificuldades para entender sons agudos, distinguir as letras “s“, “th” “z”, “f”, “v”, “t” e “d”, maior facilidade para ouvir as vozes masculinas do que as femininas e zumbido. “A principal causa de zumbido é a perda de audição. Ao tratar a deficiência auditiva é possível promover qualidade de vida ao paciente, que além de ouvir melhor, conseguirá perceber menos o ruído. A realização de testes auditivos ajuda a identificar o tipo e o grau da perda, possibilitando o diagnóstico correto. O tratamento precoce é importante, pois evita que a situação se agrave”, acrescenta.

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Uso de chupeta atrapalha desenvolvimento emocional dos meninos




O uso de chupeta na infância pode atrapalhar o desenvolvimento emocional dos meninos, segundo estudo realizado na Universidade de Wisconsin-Madison, nos EUA.

O trabalho sugere que a chupeta impede que os bebês experimentem diferentes tipos de expressões faciais durante a infância e que isso tem consequências psicológicas mais tarde na vida, inclusive nas medidas de maturidade emocional.

Os seres humanos de todas as idades, muitas vezes imitam, inadvertidamente ou não, as expressões e linguagem corporal das pessoas ao seu redor. "Ao refletir o que a outra pessoa está fazendo, você cria uma parte do sentimento. Essa é uma das maneiras de entender o que alguém está sentindo e pode ser uma ferramenta de aprendizagem importante para os bebês", afirma a autora da pesquisa Paula Niedenthal.

Segundo Niedenthal, quando falamos com as crianças, inicialmente, elas não entendem o significado das palavras. Assim, a maneira como nos comunicamos com elas em primeiro lugar é usando o tom de voz e as expressões faciais. "Com uma chupeta na boca, um bebê é menos capaz de se espelhar nas expressões e entender as emoções que elas representam", explica a pesquisadora.

O efeito é semelhante ao observado em estudos de doentes que receberam injeções de Botox para paralisar os músculos faciais e reduzir rugas. Usuários de Botox experimentam uma estreita gama de emoções e muitas vezes têm dificuldade em identificar as emoções por trás das expressões nos rostos das outras pessoas.

"Esse trabalho nos levou a pensar em períodos críticos de desenvolvimento emocional, como a infância. E se a criança sempre teve algo em sua boca que a impediu de imitar e entender a expressão facial de alguém?, questiona Niedenthal.

Os pesquisadores descobriram que meninos entre seis e sete anos de idade, que passaram mais tempo com chupeta na boca na infância eram menos propensos a imitar as expressões emocionais de rostos mostrados em um vídeo.

Em idade universitária, homens que relataram (por suas próprias lembranças ou de seus pais) maior uso de chupeta quando criança obtiveram menores pontuações em testes comuns de tomada de perspectiva, um componente da empatia e se saíram pior em testes que consistiam em tomar decisões com base na avaliação do humor de outras pessoas.

Os testes não encontraram efeitos do uso de chupeta para as meninas. "As meninas se desenvolvem mais cedo, em muitos aspectos e é possível que elas façam progressos suficientes no desenvolvimento emocional antes ou apesar do uso da chupeta. Pode ser que os meninos sejam simplesmente mais vulneráveis que as meninas, e que interromper o uso da mímica facial é prejudicial apenas para eles", observa Niedenthal.

De acordo com os pesquisadores, os resultados são sugestivos e devem ser levados a sério. No entanto, eles ressaltam que mais trabalho precisa ser feito.

Viahttp://www.isaude.net/pt-BR/noticia/30968/geral/uso-de-chupeta-atrapalha-desenvolvimento-emocional-dos-meninos