
Muitos
não sabem, mas o câncer mais comum no mundo e mais frequente entre as
mulheres, com uma estimativa de mais 1,15 milhão de novos casos e
responsável por 411.093 mortes a cada ano, é o de mama. Essa doença
acomete as células da mama e a maioria está presente nos ductos mamários
(tubos que transportam o leite até os mamilos). Os restantes dos
cânceres de mama são aqueles que começam nas glândulas, chamados lóbulos
mamários ou em algum tecido de sustentação da mama.
O principal sintoma na detecção deste tipo de câncer é o nódulo, um
caroço na mama. Mais de 70% dos tumores têm esta apresentação. Pode
acontecer também de ter uma alteração do formato, do tamanho ou
alteração da pele que reveste a mama, desde vermelhidão ao
envelhecimento, e outras características da aureola ou posição do
mamilo. Um sintoma não muito comum é o aparecimento de caroços embaixo
da axila.
Segundo o técnico da Divisão de Apoio à Rede de Atenção Oncológica do Inca Ronaldo
Corrêa, o risco do câncer de mama aumenta conforme a idade. “É raro a
doença acometer mulheres abaixo de 35 anos. O percentual nesses casos é
de 5%. Entre 35 e 40 anos, o percentual fica em torno de 7%. O maior
percentual é para as mulheres acima de 50 anos, em torno de 80%. A
partir de 80 anos, a curva de incidência começa a diminuir e os casos
são reduzidos”, afirma.
Evitar a obesidade adotando hábitos saudáveis, como dieta equilibrada
e a prática regular de exercícios físicos, é uma recomendação básica
para prevenir o câncer de mama, já que o excesso de peso aumenta o risco
de desenvolver a doença. Outros fatores de risco para esse tipo de
câncer são a ingestão de álcool e a a exposição a radiações ionizantes
em idade inferior aos 35 anos.
Detecção Precoce – Os programas de rastreamento para
detecção precoce do câncer de mama indicam que o exame da mamografia
seja feito a partir dos 50 até os 69 anos de idade, uma vez a cada dois
anos. Para mulheres mais jovens, a melhor forma de prevenção é o exame
de toque, com investigação profunda de qualquer sintoma suspeito.
O Programa Nacional de Controle do Câncer de Mama do Inca prevê
a ampliação da cobertura de mamografia, o aumento do percentual de
mamografia de qualidade e da proporção de mulheres com diagnóstico de
câncer que iniciam tratamento em até 60 dias – reduzindo a
mortalidade. No Brasil, estimam-se 52.680 novos casos em 2012/2013.
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