terça-feira, 31 de julho de 2012

Pesquisa avalia eficácia de terapias contra mieloma múltiplo





Agência FAPESP – Um estudo multicêntrico realizado por pesquisadores brasileiros mostrou que o uso combinado dos medicamentos talidomida e dexametasona em pacientes com mieloma múltiplo submetidos a transplante autólogo de medula óssea foi mais eficaz para retardar a progressão da doença do que o uso isolado de dexametasona.

Participaram da pesquisa 213 voluntários atendidos em quatro instituições: Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e Universidade de São Paulo (USP) em Ribeirão Preto.

Após 27 meses de acompanhamento, 30% dos pacientes que receberam dexametasona ainda estavam livres da doença. No grupo que recebeu a combinação de talidomida e dexametasona, o número foi de 64% – mais que o dobro. Os resultados foram publicados no American Journal of Hematology.

O mieloma múltiplo é um tipo de câncer que se desenvolve dentro da medula óssea devido ao crescimento descontrolado dos plasmócitos, células responsáveis pela produção de anticorpos. A doença prejudica a produção de hemácias, causando anemia, e favorece a liberação de substâncias que deixam os ossos frágeis.

“Ainda não existe cura, mas novos tratamentos estão conseguindo retardar cada vez mais a progressão do câncer. O mieloma, hoje, tem a perspectiva de se tornar uma doença crônica”, disse Angelo Maiolino, professor da UFRJ e autor principal do estudo.

O tratamento atualmente considerado como “padrão-ouro”, explica o pesquisador, envolve quimioterapia e drogas antineoplásicas como o bortezomibe, além de transplante autólogo de medula óssea – aquele feito com células do próprio paciente – e uma terapia de manutenção com medicamentos que modulam o sistema imunológico, como corticoides e talidomida.

“Apenas 30% dos pacientes, porém, estão aptos para o transplante – recomendável para pessoas até 65 anos. Os outros 70% precisam ser tratados apenas com medicamentos”, disse Maiolino.

Segundo o pesquisador, na época em que o estudo foi idealizado, há cerca de dez anos, ainda não era comum administrar terapia de manutenção após o transplante. “A talidomida era usada apenas nos casos de recaída da doença. Nosso objetivo era investigar se ela traria benefícios também se usada para retardar o reaparecimento do câncer”, explicou.

Durante o período de realização do projeto, seis outros estudos foram publicados em diversos países avaliando a eficácia da talidomida como terapia de manutenção. “Alguns compararam com outro tipo de corticoide, como a prednisona, outros com interferon, e outros, com placebo. Todos concluíram que a talidomida aumentou a sobrevida livre de progressão da doença”, contou Maiolino.

Além de atuar diretamente nos plasmócitos, impedindo que fiquem aderidos à medula óssea, a droga inibe a formação dos vasos sanguíneos que irrigam as células malignas, que acabam morrendo.

“Graças às novas combinações de medicamentos, foi possível aumentar a mediana de sobrevida livre de progressão da doença de três para oito anos na última década. Parece pouco, mas é um salto considerável quando se trata de câncer”, disse Maiolino.

Na opinião do pesquisador, a tendência para o futuro é que a talidomida seja substituída na terapia de manutenção pela lenalidomida, uma droga da mesma classe, mas de segunda geração e com menos efeitos colaterais.

“Mais cedo ou mais tarde, todos que fazem uso prolongado da talidomida sofrem de neuropatia periférica, uma inflamação nos nervos que limita o uso do medicamento. Como isso não acontece com a lenalidomida, ela pode ser usada por mais tempo. Mas, infelizmente, esse medicamento ainda não está aprovado no Brasil”, ressaltou Maiolino.
 
A Associação Médica Americana volta a insistir na importância da utilização consciente do Truvada por profissionais de saúde. Embora muitos profissionais de saúde tenham aplaudido a última ação da FDA, eles estão conscientes de que a droga não vai acabar com a epidemia.
Profissionais especializados em cuidar de pacientes com Aids enfatizam a importância do sexo seguro. "O Truvada será mais uma ferramenta útil, mas não é uma grande mudança no jogo. Não é uma bala de prata," disse Laurie Dill, diretora médica da organização sem fins lucrativos Medical AIDS Outreach of Alabama.
Antes de prescrever a medicação, os profissionais devem discutir com os pacientes porque eles poderiam se beneficiar da droga e edO medicamento, aprovado para uso nos Estados Unidos, em 16 de julho, pelo Food and Drug Administration (FDA), tem como objetivo reduzir a infecção de HIV/Aids em pacientes de alto risco.
De acordo com o Center for Disesase Control and Prevention (CDC), os médicos são incentivados a discutir as vantagens e desvantagens da medicação com pacientes de alto risco, que incluem homens homossexuais e bissexuais que têm múltiplos parceiros sexuais. Outros candidatos potenciais são pessoas não infectadas em uma relação de longo prazo com uma pessoa que tem HIV / AIDS e heterossexuais que se envolvem regularmente em um comportamento sexual arriscado.
O CDC ainda não emitiu orientações oficiais sobre a prescrição da pílula para a pré-exposição, mas a entidade deixa claro que o Truvada não é um substituto para práticas sexuais seguras. "Para alguns indivíduos com alto risco de infecção pelo HIV, a profilaxia pré-exposição pode representar um método essencial de prevenção. Mas não vai ser bom para todos, e nunca deve ser visto como uma primeira linha de defesa ."
Para garantir que os médicos façam uma utilização racional do Truvada, comunicando claramente aos pacientes a importância de praticar sexo seguro paralelamente ao uso da medicação, o FDA desenvolveu junto com o fabricante do remédio, Gilead Sciences, um programa de educação voluntária para todos os profissionais que prescrevem o medicamento.
A instrução inclui um guia de treinamento sobre o uso correto de Truvada e um folheto de segurança que discrimina potenciais efeitos colaterais da droga que incluem dor abdominal, diarréia e náuseas, bem como a complicação menos comum de diminuição da densidade mineral óssea, segundo a FDA.
Um requisito fundamental para a prescrição de Truvada é confirmar que o indivíduo é HIV-negativo com realização de testes a cada três meses. È recomendado a interrupção do tratamento, se o indivíduo for contaminado, a fim de reduzir o risco de o paciente desenvolver resistência ao medicamento.
A esperança é que, ao longo do tempo, a taxa de novas infecções seja diminuída nos EUA, mas alguns médicos questionam a eficácia clínica. Um dos maiores problemas é conscientizar o paciente do uso constante do medicamento.
Outro complicador, segundo os médicos, é o custo da droga, cerca de US $ 11.000 por ano, inacessível para muitas pessoas que possam se beneficiar dela. Segundo estes profissionais, mesmo que as seguradoras de saúde paguem parte do tratamento, o que pode ser possível de acordo com um artigo publicado on-line, no dia 22 de julho, na revista Annals of Internal Medicine, os custos ainda seriam altos.

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Pedras nos rins: sintomas e tratamento

Uma em cada 200 pessoas apresentam cálculos renais. O diagnóstico é confirmado por radiografias ou ultrassonografias abdominais e, em alguns casos, por tomografia computadorizada.

 
Dores tão fortes que as pessoas podem até mesmo chegar a desmaiar. Esse é o sofrimento de quem tem cólicas renais e, por isso, precisam de atendimento médico de emergência. A dor se dá na porção lombar ou no abdômen, podendo ser constante ou intermitente. Também pode gerar náusea, vômito e sangue na urina.
A litíase, nefrolitíase, cálculo urinário ou pedra no rim, como são normalmente chamados os cálculos renais, são produto da deposição de vários tipos de cristais, por cima de uma estrutura cristalina inicial, geralmente localizada em um cálice renal, na parte superior do trato urinário. “No início, tais pedras são bem pequenas e vão aumentando de tamanho”, explica o urologista Dr. Ricardo Felts de la Roca.
O desenvolvimento, a forma e a rapidez de crescimento destas pedras estão ligadas à concentração de diferentes substâncias químicas presentes na urina. Estão envolvidas substâncias promotoras e inibidoras. “Geralmente, estas pedras são compostas por cálcio e outras substâncias, tais como estruvita, oxalato, fosfato amoníaco magnesiano, ácido úrico que quando em quantidades aumentadas acabam se cristalizando por conta de uma disfunção metabólica no organismo”, afirma o especialista.
Cerca de uma em cada 200 pessoas apresentam cálculos renais. E perto de 80% destes indivíduos eliminarão a pedra espontaneamente, juntamente com a urina desde que pequenas e sem vias urinárias obstruídas. Os restantes necessitarão de algum tipo de tratamento. As pessoas que já tiveram pedra nos rins apresentam uma chance de 50% de desenvolver um novo cálculo renal nos próximos cinco a dez anos.
“Aqueles que eliminam espontaneamente o cálculo renal na urina, mas possuem mais cálculos nos rins, ou tem antecedentes familiares de litíase, tem de procurar um especialista urologista ou nefrologista para que por meio de exames laboratoriais, descubram as causas da formação destes cálculos dentro do aparelho urinário. A doença é duas vezes mais comum em homens e sua incidência maior está na faixa dos 20 a 40 anos”, informa o Dr. Ricardo Felts de la Roca.
O diagnóstico de cálculo renal é confirmado por radiografias ou ultrassonografias abdominais e, em alguns casos, por tomografia computadorizada. O exame urina tipo I apresenta sangue, na maioria dos casos. Certos cálculos renais podem não provocar sintomas, entretanto, outros chegam a obstruir e ferir partes do trato urinário ao passarem junto com o fluxo normal da urina.
Uma simples e importante medida, que sem dúvida ajuda a prevenir a volta das pedras nos rins, é o aumento da ingestão de água, no mínimo de 2 a 3 litros por dia, além de em casos recorrentes, cálculos múltiplos, bilaterais, procurarmos saber as causas desta formação litiásica, o que é possível através de exames do perfil metabólico da nefrolitogênese.

Tratamento

Atualmente, há métodos que retiram estes cálculos, de forma rápida e com o uso do laser ou cestas especiais. Estes aparelhos, chamados ureterorrenoscópios, foram com o tempo aprimorados, permitindo hoje ao cirurgião, uma visão digitalizada e extremamente nítida, graças a um sistema implantado na ponta dos mesmos, composta por um chip que captura as imagens e um processador que as convertem em alta resolução num monitor de plasma na sala de cirurgias.
Por outro lado, a Urologia, nestes últimos 20 anos, experimentou fascinantes avanços como o advento de equipamentos para a fragmentação de cálculos por ondas de choque extracorpóreas, ou seja, sem a necessidade de introdução de nenhum aparelho no corpo do paciente. Uma vez acoplado a uma almofada de água e localizado o cálculo na ultrassonografia ou radioscopia, ondas de choque eletromagnéticas passam pela água e pelo corpo do paciente até serem focalizadas no cálculo, que será então fragmentado em areia ou em pequenos fragmentos que serão posteriormente eliminados pela urina.
“Nos casos de cálculos grandes, maiores que 2 cm, o acesso através de um trajeto percurtâneo construído por meio de uma incisão de 1 cm na pele na região lombar, é mais indicado, pois permite o acesso ao interior do rim de nefroscópios, possibilitando a fragmentação intracorpórea dos cálculos através de probes ultrassônicos, balísticos, ou fibras com disparo de Laser, e a retirada dos mesmos para o meio exterior com o auxilio de pinças com excelentes resultados”, finaliza la Roca.

sábado, 28 de julho de 2012

Remédio encontra vírus do HIV que está inativo no corpo


Procedimento é um passo importante na busca pela cura da doença


Um medicamento usado para tratar alguns tipos de câncer do sistema linfático (linfomas) consegue desalojar os vírus HIV escondidos no organismo de pacientes em tratamento com antirretrovirais. A pesquisa, publicada na revista Nature por cientistas da Universidade da Carolina do Norte, é um importante passo na direção da cura da aids.

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Você sabe a diferença entre fome e vontade de comer?

Por não saber esta diferença e comer mais do que organismo necessita, muitas pessoas sofrem as consequências do ganho de quilos a mais e todos os malefícios que surgem agregados ao sobrepeso e à obesidade.



 
Você tem fome do quê? Será de carinho, prazer, atenção ou reconhecimento? Pensamentos do tipo “estou com fome, mas não sei do quê”, “não quero comer arroz e feijão, estou com fome de alguma coisa gostosa”, “vou jantar lasanha” são indicadores de que a fome está em algum fator emocional, e não no estômago. Por não saber esta diferença e comer mais do que organismo necessita, muitas pessoas sofrem as consequências do ganho de quilos a mais e todos os malefícios que surgem agregados ao sobrepeso e à obesidade.
Dentre todas as batalhas contra os números da balança, a de seguir uma alimentação equilibrada e saudável costuma ser a mais difícil, pelo fato de a comida ser comumente associada a fatores emocionais e culturais que facilmente boicotam a “força de vontade” do indivíduo.
Segundo a psicóloga Sandra Aurea Hamzeh, o ato de comer se torna um reflexo de frustrações, substitutivos às soluções de problemas diários e tomadas de decisões, para se tornarem compensação e alívio, entre outros. Frases que ouvimos desde criança de que prato farto é garantia de saúde, que criança que come pouco é desnutrida, associados aos traumas e insatisfações emocionais que vamos adquirindo ao longo da vida, são as molas propulsoras para a ingestão de alimentos que vão além da necessidade de suprir nossa combustão diária de energia.

Para todos os casos, algumas dicas práticas para o dia a dia. Confira:

  • Antes de começar qualquer dieta, tenha uma meta clara e definida com relação ao processo de emagrecimento e resultados esperados para que você se mantenha envolvido no compromisso. O que vale mais, a satisfação de uma batata frita no curto prazo ou o seu corpo mais esbelto e sadio num futuro próximo?
  • Comunique as pessoas de seu convívio sobre sua decisão de emagrecer e explique o método que escolheu. Isso ajudará você a receber apoio e suporte externo, no caso de passar por momentos de instabilidade durante o processo.
  • Antes de iniciar qualquer refeição, se desligue dos problemas e não leve sentimento de raiva, tristeza e outras emoções negativas para a mesa. Não contamine o seu momento de equilíbrio e de saúde. Faça um exercício de respiração e mentalize sua meta.
  • Mantenha-se focado durante a alimentação, prestando atenção na montagem e organização do prato, nas cores da comida, cheiro, assim como na mastigação e degustação dos sabores. Aproveite cada instante para saciar todos seus sentidos.
  • Ao final de cada dia, faça uma breve revisão do que foi sentido e procure recordar-se das emoções mais presentes, analisando o que de fato lhe interessa guardar e “carregar” para o dia seguinte. Sobrecarregar-se sem necessidade pode gerar muita ansiedade e desconforto. A higiene mental diária pode ser a chave para manter-se sobre o controle de suas emoções.
  • Parabenize-se pelas vitórias do dia, por cada hábito positivo que conseguiu implantar em sua vida e por mais um degrau avançado rumo a sua meta.
“A alimentação não pode ser considerada o problema, mas que devemos analisar a função em que ela é colocada em nossas vidas. Para evitar que o impulso fale mais alto, é preciso fazer uma profunda reflexão do que realmente temos fome”, finaliza Sandra.

terça-feira, 24 de julho de 2012

Consumo de salmão aumenta o colesterol bom do organismo





Apreciado pelo sabor, o salmão também é consumido pelos benefícios que proporciona ao corpo. A sua ingestão evita a formação de coágulos sanguíneos na parede arterial, reduz o colesterol LDL (o “mau” colesterol) e aumenta o nível de HDL, colesterol considerado “bom”.
Mesmo com todos esses benefícios, o consumo fica abaixo do indicado por especialistas.

“No Brasil, o consumo de peixes é menor do que o recomendado, por isso é necessário criar políticas que facilitem o acesso ao alimento”, afirma Maria Eugenia Wagner, representante da marca Salmón de Chile. 
O Salmón de Chile é fonte de vitaminas D, complexo B, ferro, fósforo e selênio, o peixe ainda possui alto teor de ômega 3, ácido graxo que gera benefícios especialmente para o sistema cardiovascular. Além disso, o aumento de HDL no organismo ajuda a corrente sanguínea a eliminar a gordura que se acumula nas paredes das artérias e que provoca entupimentos, que podem gerar enfartos de miocárdio, comuns em pessoas com mais de 40 anos, sedentárias e com má alimentação.

A indicação dos especialistas é que as pessoas consumam de duas a seis porções de peixe por semana e o salmão é o produto mais indicado, pois possui apenas 1g de gordura saturada a cada 100g.

Sobre o colesterol:

Colesterol é um álcool policíclico de cadeia longa, usualmente considerado um esteroide, encontrado nas membranas celulares e transportado noplasma sanguíneo de todos os animais. É um componente essencial das membranas celulares dos mamíferos. O colesterol é o principal esterolsintetizado pelos animais, mas pequenas quantidades são também sintetizadas por outros eucariotas, como plantas e fungos.

Existem vários tipos de lipoproteínas, e elas são classificadas de acordo com a sua densidade. As duas principais lipoproteínas usadas para diagnóstico dos níveis de colesterol são: Low Density Lipoproteins ou LDL: acredita-se que são a classe maléfica ao ser humano, por serem capazes de transportar o colesterol do fígado até as células de vários outros tecidos. Nos últimos anos, o termo (de certa forma impreciso) “colesterol ruim” ou “colesterol mau” tem sido usado para referir ao LDL que, acredita-se ter ações danosas (formação de placas ateroscleróticas nos vasos sanguíneos).

High Density Lipoproteins ou HDL: acredita-se que são capazes de absorver os cristais de colesterol, que começam a ser depositados nas paredes arteriais/veias (retardando o processo arteriosclerótico). Tem sido usado o termo “colesterol bom” para referir ao HDL, que se acredita que tem ações benéficas.

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Consumo excessivo de álcool aumenta risco de demência


Pesquisa com mais de 5 mil voluntários acima de 65 anos relaciona perda de memória e declínio das funções cognitivas ao excesso de álcool

álcool

Um estudo conduzido por pesquisadores da Universidade de Exeter, na Inglaterra, demonstrou uma ligação entre o consumo excessivo de álcool por idosos e o risco de desenvolver demência. A pesquisa, divulgada nesta quarta-feira na Conferência Internacional da Associação de Alzheimer, em Vancouver, no Canadá, aponta que consumir a bebida em excesso duas ou mais vezes por mês aumenta em 2,5 vezes os riscos de declínio cognitivo e de memória.

'Terapia do ovo' pode ajudar a tratar crianças alérgicas ao alimento.


Dar doses cada vez maiores de ovo a jovens com alergia pode aumentar a tolerância ao ingrediente ou até eliminar completamente esses sintomas

Ovos
Terapia do ovo: condicionar sistema imunológico aos poucos para tolerar alimento pode beneficiar crianças com alergia(Thinkstock)
Dar a crianças que têm alergia a ovo doses crescentes do alimento pode ajudar a tratar o problema, concluíram pesquisadores do Centro para Criança da Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos. Em um estudo publicado no periódico The New England Journal of Medicine, esses especialistas mostraram que o método é capaz de amenizar ou até eliminar as reações adversas apresentadas pela maioria desses jovens. Isso não quer dizer, porém que esse tratamento possa ser aplicado no dia-a-dia a partir de agora — para isso, são necessárias mais pesquisas.
 Essa abordagem é a chamada imunoterapia oral, que consiste em, com o tempo, condicionar o sistema imunológico de uma pessoa alérgica a tolerar determinados ingredientes sem que ela apresente sintomas graves. Outros estudos menores já haviam mostrado que o método pode ser eficaz no tratamento de indivíduos que sofrem do problema, mas com outros tipos de comida, como amendoim e leite.
Participaram da pesquisa 55 crianças de cinco a onze anos de idade que apresentavam alergia a ovo. Ao longo de dez meses, 40 participantes receberam quantidades crescentes de clara de ovo e o restante, doses de placebo. Segundo o estudo, 35 dos participantes que passaram pelo tratamento apresentaram melhoras em relação às reações alérgicas — sendo que 11 deles mostraram uma eliminação completa desses sintomas e o restante passou a ser capaz de tolerar quantidades maiores do alimento sem demonstrar sintomas.  As outras cinco crianças deixaram de participar da pesquisa por conta de reações alérgicas relacionadas ao tratamento. Os jovens do grupo do placebo não tiveram melhora.
Os pesquisadores afirmam que, embora nem todas as crianças que passaram pelo tratamento tenham sido curadas, o fato de elas terem desenvolvido uma maior tolerância ao alimento ao qual são alérgicas já melhora de maneira significativa a qualidade de vida desses pacientes. Isso porque uma resistência maior previne contra reações alérgicas sérias decorrentes da exposição acidental aos ingredientes, situações que costumam acontecer em restaurantes e festas, por exemplo, quando o indivíduo não controla a maneira pela qual a comida foi preparada.


Álcool em moderação protege contra câncer renal, aponta estudo

Uma dose de bebida alcoólica ao dia pode reduzir risco da doença em até 30%

O consumo exagerado de bebidas destiladas pode inflamar o pâncreas e levar a um câncer no órgão
Estudo aponta outro benefício do álcool em moderação: dessa vez, bebida pode ser aliada contra câncer nos rins(Jupiterimages/Thinkstock)
Segundo um estudo desenvolvido no centro médico da Universidade de Boston, nos Estados Unidos, o consumo moderado de bebida alcoólica — especificamente de uma dose de álcool ao dia — pode diminuir o risco de câncer nos rins em até 30%. Beber mais do que essa quantidade, no entanto, não acrescenta nenhum benefício em relação à doença. A pesquisa foi publicada na edição deste mês do periódico British Journal of Cancer.
Os pesquisadores chegaram a essa conclusão após analisarem outros 24 estudos sobre o assunto. De acordo com os resultados, quando comparados a indivíduos abstêmios, aqueles que bebem moderadamente podem ter um risco entre 25% e 30% menor de apresentar câncer renal. Esse efeito, afirmam os autores, vale tanto para todos os tipos de bebida alcoólica e é semelhante para ambos os sexos.
Álcool e saúde — A relação entre consumo de álcool e doenças cardiovasculares em seres humanos pode ser representada por uma 'curva em J', segundo análise estatística: quem bebe pequenas quantidades de álcool por dia costuma ter riscos menores de ter um infarto do coração ou um derrame cerebral do que abstêmios; mas quem bebe muito aumenta as chances de ter esses problemas. O 'J' representa essa curva graficamente. A perna menor da letra representa o risco dos abstêmios. Sua queda na curva da letra representa o risco dos bebedores moderados, e sua ascensão acentuada na perna grande da letra o risco dos que bebem muito.

terça-feira, 17 de julho de 2012

Vacina contra HPV para evitar casos de câncer de colo do útero





O Instituto Nacional do Câncer (Inca), no Rio de Janeiro, estima que cerca de 18 mil casos de câncer de colo do útero, um dos tumores mais comuns em mulheres, surgirá este ano no Brasil. O Inca prevê, ainda, que metade das pacientes não vai sobreviver.

Para evitar que o número de mortes continue alto, especialistas apostam na vacina contra o papilomavírus humano, mais conhecido como HPV, indicada para meninos e meninas de9 a14 anos. O governo já estuda incluí-la no programa nacional de imunização, mas, por enquanto, a vacina está disponível apenas na rede privada. E a vacina deve ser aplicada, preferencialmente, antes do início da atividade sexual.

Na Austrália, a medida preventiva foi adotada há quatro anos, imunizando todas as meninas e a vacina reduziu em 90% a incidência de verrugas genitais. No Brasil, a vacina quadrivalente, que protege contra quatro tipos de HPV, incluindo os que provocam a erupção da pele, é comercializada desde 2006, somente na rede privada de saúde.

A bivalente é mais indicada para crianças e adolescentes, enquanto que a vacina quadrivalente contra o HPV pode oferecer benefícios para mulheres entre 26 e 45 anos, incluindo as que já foram infectadas pelo vírus. Mesmo em mulheres que tiveram tanto câncer de colo do útero quanto verrugas e se vacinaram, a redução foi de 50% de recidiva de doença. Isso porque a paciente se protege contra outros tipos de HPV, não aquele que provocou a doença. A chance de uma pessoa ter os quatro tipos de vírus ao mesmo tempo é de 1%.

Normalmente, a vacina é dividida em três doses, uma dois meses depois da primeira e outra seis meses mais tarde. O valor de cada uma varia de R$300 aR$ 400 na rede privada.

A vacina não tem contraindicação e pode provocar efeitos colaterais como qualquer outra. E não é recomendável para quem tem alergia aos componentes, principalmente levedura, gestantes e mulheres em fase de amamentação, por segurança.

UNAIDS comemora a autorização do
A Agência das Nações Unidas de Luta contra a Aids (UNAIDS) comemorou nesta terça-feira (17) a aprovação nos Estados Unidos do primeiro tratamento preventivo contra a síndrome da imunodeficiência adquirida (Aids).
Segundo um comunicado publicado em Genebra, a UNAIDS indica que se trata de um "tratamento destinado a prevenir a transmissão sexual do HIV para pessoas que não possuem o HIV, mas que são consideradas pessoas de risco".
s EUA de tratamento preventivo
EUA aprovam o Truvada, primeira pílula de prevenção do vírus da Aids

O Truvada, tomado diariamente, está destinado a "ser utilizado como um profiláctico antes de um contato com o HIV (vírus da imunodeficiência humana). Deverá ser combinado com medidas de prevenção - detecção regular e tratamento de outras doenças venéreas - para impedir a transmissão do vírus entre adultos de alto risco", destacou a agência.
"O Truvada não pode substituir as práticas sexuais seguras", insistiu a FDA em um comunicado. Esta autorização foi dada pouco antes da conferência internacional sobre a Aids que irá ocorrer em Washington de 22 a 27 de julho.
O custo deste tratamento é de 12 a 14 mil dólares anuais.

Proteína que serve como proteção contra o avanço do mal de alzheimer é descoberta

Pesquisadores brasileiros descobriram a ação de uma proteína que serve como proteção aos neurônios contra o avanço do mal de Alzheimer. Os cientistas acreditam que essa substância possa ser usada em algum tratamento futuro contra a doença, que é cada vez mais comum entre idosos e atinge principalmente a memória.
"Identificamos uma ação benéfica que pode vir a se tornar um tratamento", afirma Pedro Hirata, um dos autores do estudo, publicado na revista científica "Journal of Neurochemistry".
Hirata é ligado ao Hospital A.C. Camargo, em São Paulo, e faz intercâmbio na Universidade Western, no Canadá, onde trabalha sob orientação do também brasileiro Marco Prado.
Na pesquisa, o grupo descreveu as interações químicas de uma proteína chamada STI1. Ela é uma das responsáveis por ligar o neurônio a outras substâncias que ficam na superfície dele – por isso, a STI1 recebe o nome de "ligante".
Em cima dos neurônios, também fica uma proteína chamada príon, que funciona como um receptor de substâncias do ambiente externo. Os ligantes fazem a comunicação entre o príon e o neurônio. Essa interação é responsável por vários processos que ocorrem nas células, desde o próprio desenvolvimento delas até a formação de um neurônio funcional.
Há vários tipos de ligantes, e cada um provoca um efeito diferente. Em um trabalho recente, a mesma equipe havia mostrado que, se essa interação for feita por uma toxina capaz de atingir o sistema nervoso, os neurônios perdem a comunicação entre si e acabam morrendo. Agora, nessa pesquisa mais recente, os cientistas descobriram que a proteína STI1 protege os neurônios e tem um papel importante na formação da memória.
A ideia de um tratamento futuro, que ainda precisa ser desenvolvido em laboratório, seria usar a STI1 para blindar os neurônios. Além da proteção natural, essa proteína ainda ocuparia os espaços de ligação, dificultando a interação da toxina com as células.
"Esperamos conseguir esses dois efeitos com a proteína STI1", aponta Hirata

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Cólicas: o que são, o que indicam e como evitar

A dorzinha chata que atinge as mulheres naqueles dias podem ser amenizadas com uma boa alimentação, atividades físicas e uma bolsa de água quente.


 
Quando o assunto é cólica, o ditado “ser mulher não é fácil” se encaixa perfeitamente. Além de tomar conta da casa, trabalhar e cuidar dos filhos, 80% das mulheres fazem isso, pelo menos uma vez por mês, acompanhadas pelas cólicas.
De acordo com o ginecologista Domingos Mantelli, as mulheres sentem cólicas por algumas substâncias que são liberadas durante a menstruação. “A menstruação serve para “limpar” as paredes internas do útero quando não há fecundação. Porém, quando essa limpeza é feita, há a liberação do endométrio que solta umas substâncias que contraem o útero provocando as cólicas,” explica o doutor.
A dor pélvica é comum, mas em alguns casos pode indicar problemas de saúde como o aparecimento de miomas, tumores, cistos ovarianos ou doenças como endometriose e adenomiose. Então, como saber se a dor será passageira ou se indica um problema maior?
“Uma boa conversa com o médico, o exame clínico e exames de imagem como a ultrassonografia conseguem identificar se existe algo de errado,” aconselha Domingos.

Afinal, como evitar as dores?

Para amenizar as dores da cólica, existem medicamentos como os analgésicos e anti-inflamatórios. Em alguns casos, medicamentos hormonais podem ser prescritos para eliminar o incômodo. As mulheres que já possuem uma vida sexual ativa normalmente fazem o uso de pílulas anticoncepcionais. Esses medicamentos reduzem o endométrio e o fluxo menstrual. Entretanto, o ginecologista frisa que não é uma boa ideia se automedicar. “Procure sempre uma orientação médica”, afirma Domingos.
Mas para evitar as cólicas, os remédios não são a única solução. Atividades físicas também proporcionam sensação de bem-estar e alívio por causa da liberação de endorfinas que ativam a circulação do sangue. Bolsas de água quente são de ótima ajuda, pois relaxam a musculatura,” diz o ginecologista.
Além disso, existem alimentos capazes de influenciar as cólicas. Alguns, como o café, barram os nutrientes que aliviam o aparecimento das dores, piorando a situação. Outros, ajudam a diminuir as contrações pélvicas e amenizam os efeitos da cólica. “Os alimentos ricos em magnésio, ômega 3 e os cereais possuem um efeito anti-inflamatório. Evite comer coisas gordurosas e beba bastante água”, recomenda Domingos.
Confira uma lista dos alimentos indicados para se consumir quando chegar a época do mês em que as cólicas aparecem:
Alimentos ricos em magnésio incluem banana, uva, batata, espinafre, couve, granolas, milho, amensoim, leite e soja. As principais fontes de ômega 3 são os peixes, mas ele pode ser encontrado também em abóboras, nozes, gérmen de trigo e avelã. Os cereais, que são mais conhecidos, incluem arroz, pão, farinhas, feijão, aveia e trigo. Estes devem ser consumidos na versão integral sempre que possível.

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Consumo moderado de álcool diminui risco de artrite reumatoide em mulheres


Segundo estudo feito com mais de 30.000 pessoas, três doses de bebida por semana reduz pela metade as chances da doença



O consumo moderado de álcool, que já foi associado a diversos benefícios à saúde, entre eles redução do risco de doenças cardiovasculares, Alzheimer e câncer de mama, pode proteger contra a artrite reumatoide. É o que indicou um novo estudo publicado nesta terça-feira no periódico British Medical Journal (BMJ). De acordo com a pesquisa, mulheres que ingerem três doses ou mais de bebida alcoólica por semana (três copos de chopp ou três taças de vinho, por exemplo) ao longo de pelo menos dez anos reduzem pela metade as chances de apresentar a doença em comparação com as abstêmias.

Ter alguém na família com esquizofrenia ou transtorno bipolar aumenta risco de autismo


Estudo sugere que crianças cujo pai, mãe ou irmão sofre de esquizofrenia têm até três vezes mais chance de ser autistas


Crianças que têm algum familiar — especificamente pai, mãe ou irmão — com esquizofrenia ou transtorno bipolar podem apresentar um risco até três vezes maior de serem diagnosticadas com autismo, sugere um novo estudo publicado no periódico Archives of General Psychiatry. Segundo os pesquisadores, que são da Universidade da Carolina do Norte, nos Estados Unidos, esse estudo não estabelece se as causas desses três problemas são ambientais ou genéticas — embora eles acreditem que as duas opções estejam associadas —, mas sim indica a existência de algum tipo de relação entre elas.

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Mulheres com seios grandes têm maior risco de ter câncer

 Foto: Getty Images
O estudo feito com 16 mil mulheres encontrou mutações genéticas associadas ao tamanho dos seios também foram ligados à doença
As mulheres com seios grande são mais propensas a desenvolver câncer de mama, segundo cientistas. O laboratório da 23andMe, na Califórnia, fizeram uma ligação sobre a genética entre o tamanho da mama e os riscos de câncer, utilizando dados de sua plataforma de pesquisa.
O estudo feito com 16 mil mulheres encontrou mutações genéticas associadas ao tamanho dos seios também foram ligados à doença. Os pesquisadores dizem que eles estão envolvidos na regulação do hormônio estrogênio no sexo feminino estrogênio, responsável por provocar o crescimento de mamas e, algumas vezes, dos tumores.
Dr. Nicholas Eriksson, do 23andMe, disse que a genética foi o primeiro elo importante entre o tamanho da mama e o câncer, mas acrescentou que novas pesquisas são necessárias antes que isso possa ser considerado concreto. "Nossos resultados identificam variantes genéticas que têm um efeito sobre o câncer de mama e variação natural do tamanho da mama", disse.

Cortar comida em pedaços pequenos ajuda a controlar o peso


 Foto: Getty Images
Segundo uma pesquisa, a divisão faz com que as pessoas comam menos depois

Se você não consegue resistir à uma barra de chocolate, uma dica pode minimizar os efeitos da guloseima na balança: corte-a em pedaços pequenos. Segundo uma pesquisa da Universidade do Estado do Arizona, nos Estados Unidos, a divisão faz com que as pessoas comam menos depois, mesmo que tenham ingerido a mesma quantidade de calorias. Os dados são do jornal Daily Mail.
Os cientistas analisaram 300 estudantes universitários. Alguns deles receberam um pão cortado em quatro e os outros, um inteiro. Vinte minutos depois, os voluntários ganharam outra refeição. Aqueles que saborearam o pão em pedaços comeram menos.
Não se sabe exatamente o motivo do benefício. Uma explicação é que tudo não passa de uma ilusão de ótica, em que o cérebro e o estômago são iludidos pela ideia de que um alimento em pedaços é maior do que a mesma porção, só que inteira. Outra possibilidade é que, ao comer um alimento repartido mais lentamente, permite-se que o corpo perceba que está satisfeito.

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Brasil produzirá mosquito transgênico para combate à dengue




Unidade de Produção de Aedes Transgênico (UPAT) da empresa pública Moscamed Brasil. A fábrica produzirá mosquito transgênico para combate da dengue. | Foto: Erasmo Salomão

O Brasil dará início à produção em larga escala de mosquito transgênico que será utilizado para o combate à dengue. Neste sábado (7), o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, participa na Bahia da inauguração da fábrica com maior capacidade de produção mundial do mosquito da dengue estéril. A unidade funcionará em Juazeiro, na sede da empresa pública Moscamed, especializada na produção de insetos transgênicos para controle biológico de pragas.
Com 720 m2 de área, a unidade fabril vai confeccionar em larga escala do macho do Aedes Aegypt geneticamente modificado. A produção do mosquito transgênico será supervisionada pelo Ministério da Saúde. A intenção do governo federal é utilizar tecnologia inovadora criada nacionalmente como opção de controle da dengue em todo o Brasil. “Nós incentivamos o desenvolvimento deste projeto e vamos monitorar de perto, pois promete ser uma alternativa efetiva de controle da principal epidemia urbana do país”, afirmou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, que esteve presente no evento, ao lado do governador da Bahia, Jacques Wagner, e de outras autoridades públicas.
A unidade fabril é um braço da empresa pública Moscamed, biofábrica criada em 2005 e subsidiada pelo Ministério da Agricultura e pelo governo do estado da Bahia, especializada na produção de insetos transgênicos para controle biológico de pragas. Sua capacidade máxima de produção é 4 milhões de machos do Aedes Aegypt estéreis por semana. Estes mosquitos, liberados no ambiente em quantidade duas vezes maior do que os mosquitos não-estéreis, vão atrair as fêmeas para cópula, mas sua prole não será capaz de atingir a fase adulta, o que deve reduzir a população de Aedes a tal nível que controle a transmissão da dengue. Inicialmente, os insetos serão liberados no município baiano de Jacobina, com 79 mil habitantes, que apresentou 1.647 casos de dengue e dois óbitos pela doença só neste primeiro semestre de 2012. A ação é inédita mundialmente: é a maior liberação de insetos transgênicos de controle urbano do mosquito da dengue. O governo de estado da Bahia está investindo 1,7 milhões no projeto.
Já há resultado bem sucedido de projeto piloto realizado entre 2011 e 2012 em dois bairros de Juazeiro (BA) – Mandacaru e Itaberaba –, ambos com cerca de 3 mil habitantes, e alto índice de proliferação do mosquito. Com o emprego desta técnica, houve redução de 90% população do mosquito em seis meses nestes distritos. Com a experiência em Jacobina, uma cidade de médio porte, será possível mensurar a redução da doença na população. O projeto em Jacobina também vai verificar a melhor maneira de adaptar o mosquito ao ambiente, como transporte e logística adequados. Inicialmente, será transportada a pupa (fase do inseto) em containers, e não o mosquito adulto, pois acredita-se que este morreria após algumas horas de viagem.
A partir dos resultados, o governo poderá expandir a estratégia para todo o país e, dentro de alguns anos, incorporá-la ao Sistema Único de Saúde (SUS) como um dos mecanismos de combate à doença. Os estudos para mensurar o impacto em termos de redução da dengue levam pelo menos 5 anos, de acordo com o National Institute of Health (órgão equivalente ao Ministério da Saúde americano). Para que a tecnologia seja incorporado ao SUS e reproduzida comercialmente por empresas privadas, deve ter a aprovação da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio), do Ministério da Saúde, da Anvisa, do Ibama e do Ministério da Agricultura.
“Para combater a dengue, é necessário a aliar várias estratégias conjuntamente: além do controle do vetor, é importante o investimento na vacina da dengue e o tratamento de casos graves”, ressaltou Padilha.
PESQUISA – O ministério tem acompanhado a pesquisa com o Aedes Aegypt transgênico desde o seu início, em 2010, que começou com a adaptação do mosquito em laboratório da Universidade de São Paulo (USP). Conhecido como PAT (Projeto Aedes Transgênico), o estudo foi desenvolvido em parceria com a empresa britânica Oxitec, que desenvolveu a primeira linhagem do inseto transgênico. Esta teve de, posteriormente, ser adaptada ao ambiente nacional. Em 2011, a Moscamed entrou na parceria e deu um salto quantitativo na produção do mosquito, com 550 mil mosquitos.
A Moscamed foi criada em 2005, e ganhou notoriedade depois de um case bem sucedido de controle biológico no Brasil da chamada “mosca-do-mediterrâneo”. Esta praga, conhecida como “bicho da goiaba”, também presente em outras frutas, inviabilizam a comercialização delas, causando prejuízos da ordem de US$ 120 milhões por ano para a fruticultura brasileira e mais de US$ 2 bilhões para a fruticultura mundial. Uilizando a “Técnica do Inseto Estéril”, a Moscamed conseguiu reduzir a população deste bicho a níveis abaixo do dano econômico, e ampliou o acesso do Brasil ao mercado internacional de frutas, principalmente para os Estados Unidos, Japão e União Européia. A organização foi escolhida pela Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) para ser a primeira Biofábrica do mundo a utilizar a tecnologia de raios-x para a esterilização de insetos. É reconhecida pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) como entidade de pesquisa.
EPIDEMIA – No primeiro semestre de 2012 (janeiro a junho), já foram registrados 431.194 casos de dengue em todo o País. A Região Sudeste tem o maior número de casos (182.895 casos; 42,4%), seguida da Região Nordeste (168.935 casos; 39,2%), Centro-Oeste (43.228 casos; 10,0%); Norte (31.927 casos; 7,4%), e Sul (4.209 casos; 1,0%). A Bahia apresentou mais de 41 mil casos de dengue em 2012. É o terceiro estado com maior número de notificações, atrás do Rio de Janeiro e Ceará.

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Andar mais ao longo do dia ajuda a evitar diabetes tipo 2, diz estudo


Pesquisa observou que pessoas que caminham mais chegam a ter 30% menos riscos da doença



As conclusões de um novo estudo feito na Universidade de Washington, nos Estados Unidos, reforçam a ideia de que a prática de atividade física, mesmo em intensidade leve, já é benéfica à saúde e pode ajudar a evitar uma série de doenças. Segundo a pesquisa, pessoas que não fazem exercícios e que apresentam maiores riscos de ter diabetes tipo 2  podem reduzir essas chances andando mais ao longo do dia. Os resultados foram publicados na edição desta semana do periódico Diabetes Care.

Grávidas que ficam em pé por muito tempo podem prejudicar desenvolvimento do bebê


Filhos de gestantes que trabalham 40 horas por semana, comparados com os daquelas que trabalham 25 horas, também podem ser prejudicados


Pesquisadores do Centro Médico Erasmus, em Roterdã, na Holanda, concluíram que grávidas que permanecem em pé durante muito tempo prejudicam o desenvolvimento de seus bebês. Após acompanharem mais de 4.000 gestantes, eles observaram que o hábito pode diminuir o tamanho da circunferência da cabeça dos bebês, o que implica em uma taxa de crescimento mais lenta durante a infância. No entanto, o estudo, que foi publicado nesta quarta-feira no periódico Occupational & Environmental Medicine, uma publicação do British Medical Journal(BMJ), não encontrou efeitos negativos entre filhos de mulheres que trabalharam até o último mês de gravidez.

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Previna-se do vírus H1N1 com a alimentação.



Muito se fala sobre os riscos de contrair a gripe A (H1N1), suas formas de contágio, prevenção e cura. Mas há algumas dicas que podem tornar a alimentação adequada na prevenção da doença. Veja quais são os alimentos e os nutrientes que não podem faltar a sua dieta e porquê eles ajudam: 
- Complexo B (cereais integrais, pão integral, quinua em flocos): parte principal do nosso metabolismo, a falta desta vitamina no organismo pode gerar desequilíbrios de imunidade. 

- Ácido fólico (alimentos de cor verde escura, espinafre, rúcula, couve, brócolis): também é uma vitamina do complexo B, é a B9, ou seja, sua deficiência pode causar desequilíbrios na nossa imunidade.

- Vitamina C (frutas cítricas, morango, kiwi, abacaxi): fortalece o nosso sistema imune.
- Vitamina D (salmão, sardinha, peixes, ovos): melhora a imunidade.

- Probióticos (iogurtes): melhoram a saúde intestinal, responsável pela produção de algumas células imunológicas.
- Alho e cebola: impedem a penetração do vírus na célula e a replicação viral, ajudam também nas inflamações. 
Além disso, é importante ingerir muita água, pelo menos 2 litros ao dia. Os vírus vivem mais em ambiente secos, e mantendo o organismo hidratado, faz com que o vírus não seja estimulado. E cuidado com a ingestão de alimentos ricos em gordura, como carnes gordas, frituras, alimentos empanados, pois podem prejudicar o sistema imunológico.
E mais uma dica, caso não seja possível apenas pela alimentação ingerir os nutrientes que possam nos ajudar a fortalecer o sistema imunológico, o uso de suplementos nutricionais pode ser outra opção, desde que recomendados por um nutricionista. 







Tomar café pode reduzir risco de tipo comum de câncer de pele, diz estudo.




Dois estudos feitos durante 20 anos por cientistas da Universidade de Harvard, nos EUA, revelam que o consumo regular de café pode diminuir os riscos de um tipo comum de câncer de pele entre os americanos, chamado carcinoma basocelular.

Os resultados desses levantamentos com mais de 112 mil pessoas estão publicados na revista "Cancer Research", da Associação Americana para Pesquisa do Câncer. E o café teria, ainda, efeitos positivos contra a diabetes tipo 2 e o Parkinson.
Os pesquisadores identificaram que os voluntários que bebiam uma média de três xícaras de café por dia tinham uma menor tendência à doença. Em mulheres, a incidência caiu 28% e em homens, 10%. Ao todo, 22.786 pessoas desenvolveram carcinoma basocelular em duas décadas.

O consumo de café descafeinado, porém, não apresentou as mesmas vantagens, razão pela qual os médicos concluíram que a cafeína é provavelmente a responsável pela proteção contra o câncer de pele. Nesse caso, alguns chás, chocolate e refrigerantes à base de cola também poderiam trazer benefícios.
O carcinoma basocelular tem crescimento lento e é um sério problema para o sistema de saúde americano. Nas outras formas de tumor de pele, como o carcinoma de células escamosas (espinocelular) e o melanoma – forma mais letal –, não foram encontradas associações com o consumo de café. Nos estudos, foram registrados 1.953 casos de carcinoma de células escamosas e 741 de melanoma.
Segundo o professor Jiali Han, que participou do trabalho, aumentar a ingestão diária de café baseando-se apenas nesses dados, porém, pode não ser a solução. Mas ele também acredita que fazer pequenas mudanças na dieta pode ter um impacto positivo sobre a saúde pública.
O pesquisador ressalta que mais estudos em animais e em diferentes grupos populacionais precisam ser feitos para que esse mecanimo de ação do café sobre a formação do carcinoma fique mais claro.
E o acompanhamento de Harvard vai continuar. De acordo com Han, o número de casos deve aumentar ao longo do tempo. Em dez anos, o pesquisador prevê que os resultados sejam ainda mais satisfatórios.

Via:http://g1.globo.com/bemestar/noticia/2012/07/tomar-cafe-pode-reduzir-risco-de-tipo-comum-de-cancer-de-pele-diz-estudo.html

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Cientistas identificam células do colo do útero que são mais atacadas pelo HPV


A descoberta das células mais suscetíveis ao HPV trará novos meios para prevenção e tratamento do câncer.


Sabia que um em cada seis casos de câncer – aproximadamente 2 milhões por ano – tem origem em infecções tratáveis ou evitáveis? O câncer de colo de útero, que corresponde a cerca da metade dos cânceres causados por infecção, é um deles.
A infecção é causada pelo papilomavirus humano, o HPV. Fatores como o início precoce da atividade sexual, a diversidade de parceiros, o fumo e a má higiene íntima podem facilitar a sua transmissão.
Já existe a vacinação contra o HPV, normalmente direcionada as mulheres de 9 a 26 anos para a prevenção do câncer. Agora, novo estudo feito por cientistas americanos e da Cingapura traz novidades ao tratamento do câncer de colo de útero. Como publicado na revista científica “PNAS”, os pesquisadores identificaram as células mais suscetíveis ao HPV, o que pode facilitar a localização de células parecidas em outras regiões do corpo que também são acometidas por cânceres ligados à infecção pelo vírus.
Os pesquisadores descobriram uma pequena população de células em uma área específica do colo do útero que poderia ser responsável pela maioria ou por todos os cânceres associados ao HPV na região. O vírus ataca apenas uma área entre o útero e a vagina, conhecida como junção escamocolunar.
Além disso, os cientistas também encontraram um padrão típico de funcionamento dos genes das células. Nessa população localizada, são como células-tronco remanescentes do período embrionário.
Com pesquisas adicionais, a descoberta pode abrir novos meios para a prevenção e o tratamento do câncer de colo de útero e um maior entendimento sobre o HPV.