Uma em cada 200 pessoas apresentam cálculos renais. O diagnóstico é
confirmado por radiografias ou ultrassonografias abdominais e, em alguns
casos, por tomografia computadorizada.
Dores
tão fortes que as pessoas podem até mesmo chegar a desmaiar. Esse é o
sofrimento de quem tem cólicas renais e, por isso, precisam de
atendimento médico de emergência. A dor se dá na porção lombar ou no
abdômen, podendo ser constante ou intermitente. Também pode gerar
náusea, vômito e sangue na urina.
A litíase, nefrolitíase, cálculo urinário ou pedra no rim,
como são normalmente chamados os cálculos renais, são produto da
deposição de vários tipos de cristais, por cima de uma estrutura
cristalina inicial, geralmente localizada em um cálice renal, na parte
superior do trato urinário. “No início, tais pedras são bem pequenas e
vão aumentando de tamanho”, explica o urologista Dr. Ricardo Felts de la
Roca.
O desenvolvimento, a forma e a rapidez de crescimento destas pedras
estão ligadas à concentração de diferentes substâncias químicas
presentes na urina. Estão envolvidas substâncias promotoras e inibidoras.
“Geralmente, estas pedras são compostas por cálcio e outras
substâncias, tais como estruvita, oxalato, fosfato amoníaco magnesiano,
ácido úrico que quando em quantidades aumentadas acabam se cristalizando
por conta de uma disfunção metabólica no organismo”, afirma o
especialista.
Cerca de uma em cada 200 pessoas apresentam cálculos renais. E perto de 80% destes indivíduos eliminarão a pedra
espontaneamente, juntamente com a urina desde que pequenas e sem vias
urinárias obstruídas. Os restantes necessitarão de algum tipo de
tratamento. As pessoas que já tiveram pedra nos rins apresentam uma
chance de 50% de desenvolver um novo cálculo renal nos próximos cinco a
dez anos.
“Aqueles que eliminam espontaneamente o cálculo renal na urina, mas
possuem mais cálculos nos rins, ou tem antecedentes familiares de
litíase, tem de procurar um especialista urologista ou nefrologista para
que por meio de exames laboratoriais, descubram as causas da formação
destes cálculos dentro do aparelho urinário. A doença é duas vezes mais
comum em homens e sua incidência maior está na faixa dos 20 a 40 anos”,
informa o Dr. Ricardo Felts de la Roca.
O diagnóstico de cálculo renal é confirmado por radiografias ou
ultrassonografias abdominais e, em alguns casos, por tomografia
computadorizada. O exame urina tipo I apresenta sangue, na maioria dos
casos. Certos cálculos renais podem não provocar sintomas, entretanto,
outros chegam a obstruir e ferir partes do trato urinário ao passarem
junto com o fluxo normal da urina.
Uma simples e importante medida, que sem dúvida ajuda a prevenir a
volta das pedras nos rins, é o aumento da ingestão de água, no mínimo de
2 a 3 litros por dia, além de em casos recorrentes, cálculos múltiplos,
bilaterais, procurarmos saber as causas desta formação litiásica, o que
é possível através de exames do perfil metabólico da nefrolitogênese.
Tratamento
Atualmente, há métodos
que retiram estes cálculos, de forma rápida e com o uso do laser ou
cestas especiais. Estes aparelhos, chamados ureterorrenoscópios, foram
com o tempo aprimorados, permitindo hoje ao cirurgião, uma visão
digitalizada e extremamente nítida, graças a um sistema implantado na
ponta dos mesmos, composta por um chip que captura as imagens e um
processador que as convertem em alta resolução num monitor de plasma na
sala de cirurgias.
Por outro lado, a Urologia, nestes últimos 20 anos, experimentou
fascinantes avanços como o advento de equipamentos para a fragmentação
de cálculos por ondas de choque extracorpóreas, ou seja, sem a
necessidade de introdução de nenhum aparelho no corpo do paciente. Uma
vez acoplado a uma almofada de água e localizado o cálculo na
ultrassonografia ou radioscopia, ondas de choque eletromagnéticas passam
pela água e pelo corpo do paciente até serem focalizadas no cálculo,
que será então fragmentado em areia ou em pequenos fragmentos que serão
posteriormente eliminados pela urina.
“Nos casos de cálculos grandes, maiores que 2 cm, o acesso através de
um trajeto percurtâneo construído por meio de uma incisão de 1 cm na
pele na região lombar, é mais indicado, pois permite o acesso ao
interior do rim de nefroscópios, possibilitando a fragmentação
intracorpórea dos cálculos através de probes ultrassônicos, balísticos,
ou fibras com disparo de Laser, e a retirada dos mesmos para o meio
exterior com o auxilio de pinças com excelentes resultados”, finaliza la
Roca.

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