O segmento combate a velhice através de estratégias preventivas que tratam as patologias antes que se manifestem.
Pode parecer uma utopia, mas alguns médicos acreditam que é possível envelhecer sem “ficar velho”,
sem sofrer os efeitos e complicações das chamadas doenças “inevitáveis”
da velhice. Reduzir, parar e, em alguns casos, reverter os processos
degenerativos do envelhecimento é o objetivo do segmento médico chamado
Medicina Antienvelhecimento.
Surgiu há 17 anos nos Estados Unidos e é
praticada pela Europa e Ásia. Aqui no Brasil, não é reconhecida como
especialidade médica, mas não há punição para quem a pratica. O segmento
combate a velhice através de estratégias preventivas
que tratam as patologias antes que se manifestem. Usando conhecimentos e
terapias nas áreas de biotecnologia, genética, biorrobótica, nutrição,
atividade física e modulação hormonal, os médicos podem ajustar os
parâmetros biológicos do corpo aos mesmos níveis encontrados em um
indivíduo de 30 anos, idade a partir da qual o envelhecimento começa.
O método não impede que o tempo
passe e que as pessoas fiquem mais velhas, mas repõe todas as matérias
primas necessárias e indispensáveis ao equilíbrio corpóreo para
fornecer uma velhice repleta de qualidade de vida e sem enfermidades previsíveis, segundo médicos adeptos.
A Medicina Antienvelhecimento foi altamente criticada na abertura do Congresso Brasileiro de Geriatria
e Gerontologia. Eles pretendem elaborar um documento juntamente com o
CFM (Conselho Federal de Mecina) e a Anvisa (Agência Nacional de
Vigilância Sanitária) para coibir a prática da chamada “medicina
antiaging” no Brasil.
Em publicação no site oficial da Sociedade Brasileira de Geriatria
(SBGG), foi recomendada a suspensão do uso de hormônios, vitaminas,
antioxidantes e outras substâncias com o objetivo de prevenir, retardar,
modular e reverter o processo de envelhecimento.
Entretanto, há uma má compreensão
referente ao termo “antienvelhecimento”. Não é sobre reverter processo
da velhice, natural na vida de todo ser humano, mas sim ajudar a inibir
doenças que surgem na terceira idade.
Como disse Efrain Olszewer, precursor da ortomolecular (atividade da
Medicina Preventiva) no país, à Folha, “O que existe é melhorar a
qualidade de vida. O único tratamento antienvelhecimento que eu conheço é
morrer jovem”.
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