
Para dimensionar a magnitude da prevenção podemos utilizar como referência os dados da National Association of Emergency Medical Technicians, os quais apontam que 50% dos óbitos ocorridos por colisões automobilísticas acontecem dentro dos primeiros minutos após o impacto, impossibilitando a viabilidade de atendimento médico. Fica claro que, com a prevenção de colisões de veículos automotores, a perda dessas vidas poderia ser reduzida.
No Brasil a prevenção de trauma ainda esta na fase inicial e não dispõe de um modelo adequado. A atuação em áreas educacionais, pedagógicas, econômicas e sociais é escassa e o foco é na vigilância e controle. Por exemplo, a polícia no Rio de Janeiro promove um controle ostensivo da criminalidade, porém usando violência física e psicológica. A quase ausência de palestras educativas para jovens sobre violência e criminalidade e suas conseqüências permitem a desconexão do trauma da violência. Desse modo fica fácil entender porque 70% das vítimas baleadas que chegam até as emergências são jovens. Prevenção é a solução!
Por onde começar?
A prevenção de trauma deve ser iniciada pela educação em massa da população, adicionando-se aos currículos escolares programas de primeiros socorros e prevenção de acidentes. Tais mudanças no ensino devem ser estendidas até a formação dos profissionais de saúde, incluindo a prevenção de trauma como cadeira obrigatória e relacionando melhor os aspectos sócio-econômicos com a incidência de trauma na sociedade. A incorporação da prevenção de trauma nos sistemas de saúde, como a distribuição de material educativo para os indivíduos que recebem tratamento médico.
A união de todos esses caminhos pode levar a diminuição significativa de mortes ou lesões permanentes causadas por trauma. Refletindo em uma população mais saudável e produtiva.
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