Chega ao país uma das principais promessas terapêuticas para silenciar o tipo 2 da doença
por Diogo Sponchiato
O arsenal de medicamentos que controlam o açúcar no sangue acaba de ganhar um potente reforço no Brasil. Desenvolvida pela dinamarquesa Novo Nordisk, a liraglutida simula, de uma maneira ainda mais eficiente, um mecanismo no organismo que incentiva o pâncreas a produzir insulina, a responsável pela entrada da glicose nas células. Trata-se, na verdade, de uma versão modificada do GLP-1, hormônio liberado pelo intestino que aciona a fábrica de insulina. “A molécula apresenta uma semelhança de 97% com a original, que tem sobrevida de um minuto e meio no corpo. Graças a essa pequena alteração, ela consegue ficar até 15 horas na circulação”, diz o endocrinologista Walmir Coutinho, da Pontifícia universidade Católica do Rio de janeiro. Com uma única aplicação diária, o remédio promove um estímulo contínuo ao pâncreas, equilibrando a carga de açúcar no sangue.
No comando da fábrica
Entenda como a nova droga controla o diabete tipo 2
1) Mecanismo natural
Quando comemos, o intestino libera o hormônio GLP-1, que estimula o pâncreas a produzir insulina para botar a glicose nas células e inibe a síntese de glucagon, substância que eleva a concentração de açúcar circulante.
2) Remédio antidiabete
O GLP-1 natural é destruído em minutos. A nova droga é uma versão alterada desse hormônio, que escapa do processo de degradação e sobrevive até 15 horas no organismo. Aplicado por meio de uma caneta no tecido subcutâneo, ele instiga o pâncreas a elevar a quantidade de insulina e a baixar a de glucagon, reduzindo os níveis de glicose.
Aliado da balança
A liraglutida tem um efeito extra muito importante para domar o diabete: ela favorece a perda de peso. “O remédio interfere na saciedade e ajuda a eliminar, em média, pelo menos 3 quilos”, aponta Coutinho. Isso por si só confere uma tremenda vantagem ao controle da doença. Já existem estudos, aliás, avaliando a droga em pessoas sem o problema. Se ela for aprovada nesse grupo, se tornará um novo agente antiobesidade.
No comando da fábrica
Entenda como a nova droga controla o diabete tipo 2
1) Mecanismo natural
Quando comemos, o intestino libera o hormônio GLP-1, que estimula o pâncreas a produzir insulina para botar a glicose nas células e inibe a síntese de glucagon, substância que eleva a concentração de açúcar circulante.
2) Remédio antidiabete
O GLP-1 natural é destruído em minutos. A nova droga é uma versão alterada desse hormônio, que escapa do processo de degradação e sobrevive até 15 horas no organismo. Aplicado por meio de uma caneta no tecido subcutâneo, ele instiga o pâncreas a elevar a quantidade de insulina e a baixar a de glucagon, reduzindo os níveis de glicose.
Aliado da balança
A liraglutida tem um efeito extra muito importante para domar o diabete: ela favorece a perda de peso. “O remédio interfere na saciedade e ajuda a eliminar, em média, pelo menos 3 quilos”, aponta Coutinho. Isso por si só confere uma tremenda vantagem ao controle da doença. Já existem estudos, aliás, avaliando a droga em pessoas sem o problema. Se ela for aprovada nesse grupo, se tornará um novo agente antiobesidade.
Extraído de http://saude.abril.com.br/emagrece-brasil/arma-contra-diabete.shtml
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