quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Número de Mamografias realizadas na Paraíba cresce 169% em 2012.



No grupo das mulheres entre 50 e 69 anos número cresceu 177%.
Exame pode diagnosticar cedo o câncer e reverter 95% dos casos.


No primeiro quadrimestre deste ano, a Secretaria de Saúde da Paraíba registrou um aumento de 169% no número de mamografias realizadas no Estado em relação ao mesmo período do ano passado. Em 2011 tinham sido feitos 6.486 exames, enquanto que em 2012 foram realizados 17.457. O levantamento da Secretaria aponta ainda que no público alvo do exame, que são mulheres com idade na faixa etária de 50 a 69 anos, esse número cresceu 177%, passando de 3.007 mamografias em 2011 para 8.335 no mesmo período de 2012.
No Estado da Paraíba existem 27 mamógrafos para atender a população, além de uma unidade com serviços de oncologia pediátrica e de radioterapia que realiza os exames e funciona no Hospital Napoleão Laureano, em João Pessoa. "O Estado segue trabalhando as ações de prevenção por meio da divulgação da importância do autoexame e disponibilizando os exames e tratamentos quando necessário para as usuárias dos serviços de saúde”, disse a coordenadora da Área Técnica da Saúde da Mulher da Secretaria de Estado da Saúde, Fátima Moraes.
O exame da mamografia deve ser realizado uma vez por ano por toda mulher acima de 40 anos de idade, segundo o Colégio Brasileiro de Radiologia. Alguns fatores de risco, como fumar ou apresentar histórico de câncer na família, podem ampliar o número dos exames. O procedimento pode mostrar o câncer muito antes de ser palpável e se trata de um exame preventivo. A mamografia é o exame mais preciso para rastreamento e diagnóstico do câncer de mama em 95% dos casos. Se diagnosticado e tratado oportunamente, o prognóstico é relativamente bom.
Este ano, o Ministério da Saúde estima o surgimento de mais de 52 mil novos casos da doença. O câncer de mama é o segundo tipo mais frequente no mundo e o mais comum entre as mulheres, respondendo por 22% dos casos novos a cada ano. No Brasil, as taxas de mortalidade por câncer de mama continuam elevadas, muito provavelmente porque a doença ainda é diagnosticada em estágio avançado.

Fonte[G1.com]
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