De acordo com novo estudo, filhos de pais mais velhos herdam estrutura do DNA mais longa, o que está associado ao atraso do envelhecimento
A descendência de pais e avós que tiveram seus filhos com idades
avançadas poderia resultar em benefícios genéticos que ampliariam a
longevidade, aponta um novo estudo feito na Universidade de
Northwestern, nos Estados Unidos. Segundo os pesquisadores, esse
processo genético representa uma adaptação evolutiva que provocaria o
alargamento dos telômeros estrutura encontrada nos extremos dos cromossomos, responsável pelo envelhecimento.
"Se o seu pai e avô foram capazes de viver e reproduzir-se em idades
tardias, isto poderia indicar que você poderia viver em um ambiente
similar", diz Dan Eisenberg, coordenador do estudo.
Vários estudos anteriores já haviam demonstrado uma relação entre os
telômeros mais curtos que resultam em doenças provocadas pela idade e os
telômeros mais longos, que atrasam o envelhecimento, recordam os
autores da pesquisa, que foi publicada no periódico Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS).
De acordo com os pesquisadores, os homens que retardam a reprodução
transmitem aos filhos e netos telômeros mais longos que poderiam
fazê-los viver mais tempo e permitiriam dar prosseguimento à reprodução
com idades mais avançadas, segundo o estudo.
Saiba mais
Telômeros podem realmente prever sua longevidade?
Nesse estudo, os cientistas mediram o comprimento dos telômeros de DNA a
partir de amostras de sangue de 1.779 jovens adultos e suas mães. Eles
também levaram em consideração as idades de pais e avôs. Os resultados
mostraram que o tamanho dos telômeros aumentava não apenas em função da
idade do pai, mas também do avô.
De todas as formas, o coautor do estudo Christopher Kuzawa destacou que
são necessárias mais análises para determinar se os telômeros mais
longos herdados reduziriam os problemas de saúde que a velhice acarreta.
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