Com as novas técnicas de exames diagnósticos precoces e uma
vacina capaz de impedir o desenvolvimento da doença, pesquisadores acreditam
que o Alzheimer possa deixar de existir.
O mal de Alzheimer é a epidemia de saúde que mais cresce nos tempos atuais, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS). É uma doença progressiva que afeta o cérebro, destruindo as ligações entre as células e causando o esquecimento
e até mudança de personalidade completa. Além da demência, o Alzheimer
pode afetar o físico da pessoa e causar incapacidade de locomoção e fala.
Segundo a Alzheimer’s Society, uma em 14 pessoas acima de 65 anos é afetada pela doença, sendo que o risco aumenta de acordo com a idade. Com os idosos acima de 80 anos, essa proporção é de uma para seis pessoas que desenvolvem a condição.
A sua causa ainda não foi determinada,
mas acredita-se que está relacionada com a APP (proteína precursora de
amiloide), uma proteína da membrana exterior das células nervosas. Ela é
capaz de formar uma substância danosa chamada beta-amiloide, que se acumula como plaquetas e mata as células do cérebro.
Atualmente, não existe cura para o Alzheimer
e os remédios existentes apenas atenuam os sintomas. Entretanto, novo
estudo publicado na revista científica Lancet Neurology traz uma
possível solução para a cura. Uma vacina chamada CAD106 conseguiu fortalecer o sistema imunológico dos pacientes, levando o próprio organismo a destruir as proteínas causadoras da doença. Ela foi testada com sucesso na Suécia e é promissora para o tratamento da doença, já que 80% dos pacientes apresentaram bons resultados sem sofrer efeitos adversos.
Ao impedir que a doença tome conta, os pesquisadores esperam abrir caminho para a erradicação completa do Alzheimer.
A vacina apresenta apenas uma condição para ser usada: precisa ser
tomada no estágio inicial da doença. Se for injetada muito tarde, pode
provocar inflamações no cérebro. E isso causa um contratempo, já que a
doença é conhecida pelo seu diagnóstico tardio.
Ainda bem que médicos encontraram uma
possível solução para esse problema também. Um exame diagnóstico em
radiologia poderia identificar precocemente a doença de Alzheimer, como sugerido na revista “Neurology”. Pela imagem de ressonância magnética, marcadores precoces do estágio pré-clínica da doença podem ser identificados.
Ao mediram nove importantes áreas do cérebro relacionadas a funções cognitivas, como memória
e linguagem, que são precocemente afetadas pelo Alzheimer, os autores
determinaram a medida da espessura cortical como possível biomarcador da
doença.
Esse achado permitirá que o mal seja diagnosticado precocemente
tanto em adultos como em idosos, possibilitando que essas pessoas
recorram a tratamentos que possam amenizar ou impedir o progresso da
doença, como a vacina!

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