
76% do vinagre balsâmico é composto por água
Se você é um verdadeiro fã de saladas, aqui vai uma dica para deixar a refeição ainda mais nutritiva: na hora de temperar os vegetais, use e abuse do vinagre balsâmico. Isso porque é pouco calórico e muito saudável. Utilizado em molhos e até mesmo em doces, o mais nobre dos vinagres combina, também, com carnes e peixes, sempre ressaltando o gosto da comida. O que o torna ainda mais especial você vai ver a seguir.
De acordo com dados de um estudo realizado na Universidade de Maryland, nos Estados Unidos, o consumo excessivo de gordura diminui a produção de óxido nítrico, composto indispensável para a manutenção da flexibilidade das artérias. Sabe o que a estrela desta reportagem tem a ver com isso?
"Contando com um importante aminoácido em sua composição [a arginina], esse tipo de vinagre é capaz de agir como relaxante arterial e antioxidante", aponta a nutricionista clínica Silvia Papini Berto, professora da Faculdade de Medicina da Unesp de Botucatu (SP).
"A eliminação do LDL, o colesterol ruim, é outra grande vantagem da ingestão desse tempero. O processo é facilitado graças aos antioxidantes e às substâncias vasodilatadoras que contém", complementa o nutrólogo e cardiologista do Hospital do Coração (HC) de São Paulo, Daniel Magnoni.
Balsâmico X Tradicional
O primeiro tem sabor agridoce e tom escuro. No processo de fabricação, usa-se apenas um tipo de uva, o que lhe confere um preço mais alto. Já as outras variedades de vinagre podem ser feitas a partir de álcool, vinho, arroz, sidra ou malte, segundo informações da nutricionista Valéria Rangel, da Nutrival Consultoria em Nutrição (SP). Como os outros, o balsâmico é moderador da sede e facilita a digestão à medida que estimula a secreção do suco gástrico, de acordo com dados da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).
![]() |
|---|
O profissional destaca que essa é a principal contribuição do vinagre balsâmico para a saúde. "A obstrução e a oxidação das artérias podem acarretar doenças como a arteriosclerose, caracterizada pelo espessamento e endurecimento da parede arterial, e causar infarto."
PODER MULTIPLICADO
O combate a doenças cardiovasculares pelo vinagre balsâmico ganha força quando este vem acompanhado pelo azeite de oliva. Isso mesmo: a dupla é mais do que bem-vinda no almoço e no jantar! "Como usamos os dois basicamente para temperar, isto é, em quantidades pequenas, podemos ingerilos em todas as refeições", reitera a nutricionista Fernanda Marchetto, que lembra que o vinagre pode atuar, também, como substituto do sal, especialmente no caso de pessoas hipertensas.
O médico responsável pela pesquisa realizada na Universidade de Maryland comparou os benefícios trazidos pelo consumo do vinagre balsâmico e do azeite de oliva em uma mesma dieta aos resultados obtidos após sua ingestão não concomitante. Segundo o cardiologista do Hospital do Coração de São Paulo, concluiu-se que o consumo dos dois condimentos por um mesmo indivíduo trouxe ainda mais vantagens, pois o azeite de oliva também é formado por substâncias que evitam a oxidação. Outro dado relevante a respeito da composição do azeite é a presença de ácidos graxos monoinsaturados, que promovem o aumento da taxa de HDL, o colesterol bom.
E aí está um dos motivos do sucesso da Dieta Mediterrânea, não à toa indicada como a dieta da longevidade."O balsâmico tornou-se um elemento complementar a este cardápio, justamente porque quando é associado ao azeite de oliva ajuda a desobstruir as artérias, além de eliminar radicais livres", relata Magnoni.
Disponível em http://revistavidanatural.uol.com.br/saude-alimentos/26/artigo142731-1.asp
De onde vem?O condimento surgiu na região italiana de Modena, onde o clima é ideal para o cultivo de uva. Tudo começa com o esmagamento da uva trebbiano, cujo mosto é cozido até atingir o nível de açúcar desejado. Em seguida, o líquido é armazenado em recipientes de madeira. Posicionados em locais quentes e arejados, favorecem a fermentação, realizada por bactérias, o que vai resultar no produto final - processo que pode durar décadas!
Fonte: Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa)

Nenhum comentário:
Postar um comentário